segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Reciclagem de lixo eletrônico aproveita até último parafuso

Um bom exemplo de solução para um problema que promete assolar cada vez mais nossas vidas...

Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)

Juliana Carpanez - UOL Tecnologia

Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.

No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.

Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.

No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."

Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.

Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.

5 toneladas, R$ 1.200

A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.

“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.

Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).

Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.

Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cabo de guarda-chuva

Não pensem que passei esse tempo todo sem escrever aqui por estar bebendo umas a mais. Apesar das correrias e surpresas incomuns para um início de ano, que me impediram de manter a freqüência, aqui estou de regresso citando um tema mui apropriado para o período pós-carnaval - medidas para curar ou contornar a ressaca, colecionadas pela amiga Paula. Já recebi alguns textos bem divertidos e até instrutivos sobre o assunto, mas nunca reproduzi aqui por não garantir sua veracidade clínica - antes pecar pela falta de informação do que pela informação duvidosa. ;)

De qualquer forma, o link acima fornece algumas dicas simples e eficazes para o day after. Durante a balada, outras medidas podem ajudar a diminuir o estrago no dia seguinte, se você lembrar: intercalar um copo de bebida não-alcoólica a dois de birita e procurar comer alguma coisa também nos intervalos, para não afogar seu estômago sem dó no lago etílico.

Aproveitem e boa folia, seja em que data for...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odôiá!

"Iemanjá quando dança corta o ar com uma espada. É um ato simbólico que conduz à individuação e separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.

Rege também a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada ao elemento água, que promove os ciclos da vida, a expansão e o desenvolvimento.

É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional e também da força, determinação, amizade, fecundidade, procriação e da entrega.

Odôyabá! Odô Iyá! Iemanjá."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sustentável, se puder

Eric Ortner/Stock.schng

Lá em casa, resolvemos aproveitar o início do ano para finalmente colocar em prática um dever antigo: separar o lixo e encaminhar cada categoria de resíduo para seu devido lugar. Sim, é incrível, mas nós nunca havíamos parado para implementar essa medida tão simples em casa. Que vergonha. É o que pensávamos. Até começarem as tentativas de organização para tanto. E foi um desfile de desafios: primeiro, a descoberta de que a coleta seletiva da Prefeitura só passa em nosso bairro em uma rua X, num horário meio indefinido, meio misterioso. E não tão perto de casa assim. A outra alternativa para facilitar o encaminhamento do lixo seria levá-lo - de carro - até uma grande rede de supermercados que realiza coleta seletiva, e que também não fica tão perto de casa. Depois, a falta de local para comprar as sacolas especiais exigidas pela coleta seletiva para identificar o lixo reciclável. Enquanto isso, os sacos de lixo se acumularam em casa durante alguns dias, até que não foi mais possível: tivemos que descer tudo e colocar na "vala comum" em frente ao prédio como todo mundo.

Parecem contratempos pequenos, mas são capazes de atrapalhar bem a vida de quem se propõe a manter um procedimento ambientalmente correto na hora de dispensar o lixo de casa. Um problema que deveria ser visto, no mínimo, com mais atenção por parte das instâncias responsáveis, já que em uma cidade como SP, que produz o monstruoso volume de 15 mil toneladas de lixo por dia - o maior da América do Sul - apenas 1% disso é reciclado.

Claro que há iniciativas louváveis para conter essa bola de detritos, como é mostrado aqui, mas ainda é incrivelmente pouco para as dimensões de uma cidade que ainda carece de conscientização não só da população, mas também de quem providencia infraestrutura para que se exerça a coleta seletiva. Enquanto isso, vamos buscando alternativas para fazer nossa parte. Quem sabe a separação rotineira do lixo seja uma meta cumprível para muitos, nós inclusive, até o final de 2010.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo

Imagem: Stock.xchng


Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu
.
Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
.
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu
.
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto big bang
Somos um grão de sal
No mar do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
A mesma idade
Que a idade do céu
(Jorge Drexler)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal Africano

Imagem: Bruno Sersocima/Stock.xchng

Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz... Mas é Natal.


Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.

Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.

Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.

Cabral do Nascimento

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quer viver muito? Pergunte-lhes como

Pablo Castro/Stock.xchng

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Um novo estudo sugere que beber moderadamente pode ser uma das chaves para uma vida mais longa, além de reunir outras dicas de algumas das pessoas mais idosas do mundo. Confira algumas das dicas para uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz, de acordo com as pessoas que sabem do que estão falando!

Na ilha grega de Ikaria, que tem a maior proporção de pessoas acima de 90 anos em todo o mundo, as pessoas têm um hábito de beber um chá de ervas. A bebida, que é consumida várias vezes por dia, contém uma grande variedade de ervas desidratadas, como hortelã-brava, alecrim, sálvia roxa e asplênio.

Devido ao cenário montanhoso da ilha e à falta de opções de transporte, as pessoas têm que se manter ativas durante toda a vida, fazendo exercícios físicos até depois dos 80 ou 90 anos. A alimentação da ilha contém muito azeite de oliva, frutas e vegetais, além de pouquíssimas quantidades de alimentos processados ou industrializados.

Na ilha japonesa de Okinawa, é comum encontrar velhinhos com mais de 80 anos completamente saudáveis. Pesquisadores acreditam que isso se deve, em parte, à maneira com que a população da ilha se alimenta, raramente comendo demais e geralmente parando a refeição pouco antes de se sentirem saciados. A dieta dos locais se baseia em grãos, peixes e vegetais, e eles costumam ficar longe de carne, ovos e laticínios.

Já na Sardenha, na Itália, existe um enorme número de centenários. Lá, os habitantes têm o costume de beber vinho, que é muito rico em polifenóis e antioxidantes, que ajudam a impedir o envelhecimento. No Vale de Hunza, no Paquistão, as pessoas geralmente vivem mais de 90 anos. Os pesquisadores creditam esta longevidade à dieta de frutas, grãos e vegetais da população do local. Muitos dos alimentos são consumidos crus, e eles comem grandes quantidades de damascos, cerejas, uvas, ameixas e pêssegos.

Na região sul do Equador, no Vilcambamba, muitas pessoas passam dos cem anos de idade com boa saúde. Acredita-se que esta saúde se deve ao consumo da água mineral natural da região, que é completamente livre de impurezas.

Nos Estados Unidos, uma comunidade de Adventistas da Califórnia, tem uma média de vida de cerca de 5 a dez anos mais longa que os outros cidadãos da cidade. Pesquisadores acreditam que isso acontece porque estas pessoas não bebem nem fumam, e seguem uma dieta vegetariana. Além destas dicas reunidas por todo o mundo, outras pesquisas sugerem que a longevidade sempre é ligada a baixos níveis de estresse e ansiedade.

[Telegraph]