Mostrando postagens com marcador Dizem por aí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dizem por aí. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Reciclagem de lixo eletrônico aproveita até último parafuso

Um bom exemplo de solução para um problema que promete assolar cada vez mais nossas vidas...

Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)

Juliana Carpanez - UOL Tecnologia

Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.

No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.

Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.

No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."

Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.

Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.

5 toneladas, R$ 1.200

A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.

“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.

Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).

Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.

Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quer viver muito? Pergunte-lhes como

Pablo Castro/Stock.xchng

.
Um novo estudo sugere que beber moderadamente pode ser uma das chaves para uma vida mais longa, além de reunir outras dicas de algumas das pessoas mais idosas do mundo. Confira algumas das dicas para uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz, de acordo com as pessoas que sabem do que estão falando!

Na ilha grega de Ikaria, que tem a maior proporção de pessoas acima de 90 anos em todo o mundo, as pessoas têm um hábito de beber um chá de ervas. A bebida, que é consumida várias vezes por dia, contém uma grande variedade de ervas desidratadas, como hortelã-brava, alecrim, sálvia roxa e asplênio.

Devido ao cenário montanhoso da ilha e à falta de opções de transporte, as pessoas têm que se manter ativas durante toda a vida, fazendo exercícios físicos até depois dos 80 ou 90 anos. A alimentação da ilha contém muito azeite de oliva, frutas e vegetais, além de pouquíssimas quantidades de alimentos processados ou industrializados.

Na ilha japonesa de Okinawa, é comum encontrar velhinhos com mais de 80 anos completamente saudáveis. Pesquisadores acreditam que isso se deve, em parte, à maneira com que a população da ilha se alimenta, raramente comendo demais e geralmente parando a refeição pouco antes de se sentirem saciados. A dieta dos locais se baseia em grãos, peixes e vegetais, e eles costumam ficar longe de carne, ovos e laticínios.

Já na Sardenha, na Itália, existe um enorme número de centenários. Lá, os habitantes têm o costume de beber vinho, que é muito rico em polifenóis e antioxidantes, que ajudam a impedir o envelhecimento. No Vale de Hunza, no Paquistão, as pessoas geralmente vivem mais de 90 anos. Os pesquisadores creditam esta longevidade à dieta de frutas, grãos e vegetais da população do local. Muitos dos alimentos são consumidos crus, e eles comem grandes quantidades de damascos, cerejas, uvas, ameixas e pêssegos.

Na região sul do Equador, no Vilcambamba, muitas pessoas passam dos cem anos de idade com boa saúde. Acredita-se que esta saúde se deve ao consumo da água mineral natural da região, que é completamente livre de impurezas.

Nos Estados Unidos, uma comunidade de Adventistas da Califórnia, tem uma média de vida de cerca de 5 a dez anos mais longa que os outros cidadãos da cidade. Pesquisadores acreditam que isso acontece porque estas pessoas não bebem nem fumam, e seguem uma dieta vegetariana. Além destas dicas reunidas por todo o mundo, outras pesquisas sugerem que a longevidade sempre é ligada a baixos níveis de estresse e ansiedade.

[Telegraph]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

E se fosse a sua casa?

Rápido e certeiro. :)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Feita para os presentes tempos

"Estou só observando e percebendo como existem coisas das quais não preciso para ser feliz."

(Sócrates, ao passear pelo mercado de Atenas)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma ilha muito além da fantasia

Tranebjerg, Dinamarca - Na ilha dinamarquesa de Samsø, exemplo excepcional de autossuficiência energética, até o leite de vaca ajuda a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. Samsø, com apenas 114 quilômetros quadrados habitados por pouco mais de quatro mil pessoas, fica na Baía de Kattegat, no Mar do Norte, cerca de 120 quilômetros a oeste de Copenhague. Sua merecida reputação se deve ao fato de gerar toda a energia que consome por meio de turbinas eólicas e painéis solares.

Desde que, em 1997, Samsø ganhou uma competição nacional para ser comunidade-protótipo no uso de fontes de energia renováveis, os samsingers – como se chamam seus habitantes – revolucionaram todos os aspectos de sua vida cotidiana para contribuir com a eficiência ambiental. Esta busca é tal que até mesmo a produção de leite de vaca é parte do sistema de aproveitamento energético. No momento da ordenha, o leite tem temperatura de aproximadamente 38 graus e deve ser esfriado imediatamente até três graus. Alguns produtores de Samsø acoplaram ao tanque coletor um mecanismo de transferência de temperatura para impedir que esse calor se dissipe no ar, o que permite usá-lo na calefação de suas casas.

Apesar de toda a engenhosidade, os pecuaristas ainda não encontraram solução para o metano e outros gases de efeito estufa gerados pela digestão bovina. Mas estudam o sistema aplicado em uma fazenda modelo da península de Jutlandia, que recicla os gases e dejetos da criação de porcos, que são usados como fonte de energia e fertilizante para cultivar tomates. Apesar de a transferência de calor do leite de vaca para a calefação doméstica ser um componente marginal do sistema de geração energética da comunidade de Samsø, ela ilustra os esforços da ilha para melhorar seu equilíbrio com a natureza.

A parte principal do sistema são 11 turbinas de vento, que geram uma média de 28 mil megawatts anuais, suficientes para fornecer eletricidade a toda a comunidade, alimentar todo o serviço de transporte coletivo da ilha e inclusive gerar excedente de 10% para vender a outras regiões dinamarquesas. Os benefícios econômicos dessa venda são reinvestidos no sistema local de energia renovável. Isso não significa que os samsingers tenham aposentado os automóveis e outros meios de transporte tradicionais. Por exemplo, as três barcas que fazem a ligação da ilha com terra firme consomem nove mil litros de petróleo por dia. Mesmo assim, Samsø vende mais energia limpa ao continente do que compra na forma de combustíveis fósseis.

A comunidade está disposta a experimentar os veículos elétricos. “As distâncias aqui são muito curtas, inferiores a 50 quilômetros”, disse ao Terramérica Søren Hermansen, diretor da Academia de Energia da ilha e pioneiro da revolução ambiental local. “Se a bateria de um automóvel elétrico pode acumular energia para, digamos, 120 quilômetros, então se converte em um acumulador, que nos permitiria não vender nossa energia limpa e utilizá-la aqui”, afirmou. Os agricultores adaptaram os motores de tratores e outros veículos para que consumam etanol ou outros combustíveis destilados da vegetação nativa, como a colza.

Samsø dispõe também de quatro geradores movidos a combustão de palha, abundante no território. Os geradores são duais: produzem calor e eletricidade, o que ajuda a aumentar sua eficiência. Em muitas casas foram instalados painéis solares, calefação geotérmica e caldeiras alimentadas com biomassa ou madeira tratada para eliminar as emissões de carbono. Ao uso de energia renovável, é acrescentada a vontade dos samsingers de reduzir seu consumo elétrico. Jytte Nauntoft, proprietária de uma loja de aparelhos elétricos em Tranebjerg, a cidade mais importante da ilha, disse ao Terramérica que todas as casas possuem o equipamento necessário para a vida cotidiana, desde refrigeradores e lavadoras até televisores. “Porém, como a eletricidade é muito cara, as pessoas aqui compram os modelos mais básicos e mais eficientes”, explicou.

Este complexo sistema de geração e de ganhos de eficiência fez a ilha deixar de ser totalmente dependente do petróleo e do carvão em 1997, início do experimento, para ser energeticamente autossuficiente em 2003, utilizando apenas recursos renováveis. Desde 2007, tampouco emite gases de efeito estufa. A certificação do balanço energético esteve a cargo da estatal agência dinamarquesa de energia e da consultoria Planenergi, coautoras da avaliação de 2007. Esses êxitos são analisados de acordo com a densidade energética, que mede a quantidade de energia ideal a ser gerada por unidade de área. Para o caso de Samsø, esta densidade deve ser de, pelo menos, dois watts por metro quadrado. “Samsø alcançou esta densidade no final de 2008”, disse Hermansen ao Terramérica.

O sucesso da experiência é tal que a ilha é frequentemente visitada por funcionários de governos estrangeiros, especialistas ambientais, jornalistas e estudantes de todo o mundo. Assim, chegou um grupo de visitantes da Organização Global de Legisladores para o Equilíbrio Ambiental (Globe), que se reuniu, nos dias 24 e 25 do mês passado, em Copenhague, para reforçar o impulso político a um tratado climático que se espera seja alcançado em dezembro, também na capital da Dinamarca. Do encontro da Globe participaram parlamentares do Grupo dos Oito países mais poderosos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) e as nações emergentes Brasil, China, Índia, México, África do Sul, Austrália, Coréia do Sul e a anfitriã Dinamarca.

Hermansen disse ao Terramérica que, em recente visita a Samsø, o embaixador do Egito queixou-se de que a ilha é muito pequena para poder ser um exemplo mundial. “Quatro mil habitantes. Esta ilha representa menos do que três blocos de casas no Cairo”, disse o diplomata, ao que Hermansen respondeu: “O senhor não tem de revolucionar todo o sistema energético egípcio de imediato. Talvez devesse começar por reformar três blocos de casas no Cairo”. Além do sistema energético samginger, Hermansen também transformou o famoso lema ecológico “pensar globalmente, agir localmente”. O que “cada um de nós tem de fazer é pensar em termos ambientais locais e agir localmente. O resto se resolve por sinergia”, ressaltou.

Jörgen Tranberg, um dos produtores que utiliza o calor do leite de suas 150 vacas para aquecer sua casa, desenvolve a idéia de Hermansen. “Cada lugar tem suas particularidades. Como na Noruega há muitas cataratas, os noruegueses geram muita eletricidade com represas. Em Samsø sempre queimamos palha, que é abundante na ilha. Antes, era queimada ao ar livre. Hoje, a queima é feita em caldeiras altamente eficientes”, disse Tranberg ao Terramérica. O produtor considera necessário ver além do preço aparente dos combustíveis. “À primeira vista, os combustíveis mais baratos são petróleo e carvão. Mas ambos têm muitos custos ocultos, não expressos no preço de mercado”, acrescentou.

Um dos fatores que contribuiu para fazer de Samsø um sucesso é a participação dos moradores. Segundo Hermansen, quando o processo teve início, em 1997, ele já estava convencido de suas possibilidades. A chave, falou-se na época, era convencer a comunidade a participar economicamente da revolução. E funcionou. Hoje, os habitantes são proprietários privados das turbinas eólicas, dos painéis solares e do sistema de calefação comunitário de Samsø.

Imagem: Turbinas eólicas no Mar do Norte, vistas da ilha de Samsø (cortesia Academia de Energia de Samsø)

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS).
Fonte: Portal do Meio Ambiente

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lavô tá novo!

Hoje venho saudar (e indicar) um site especialíssimo criado pela querida amiga Paula, já experiente no mundo blogueiro, sempre com mui inspirados textos e idéias. Trata-se do Lavô tá novo!, nascido a partir de uma iniciativa muito legal que ela teve no ano passado, e que acabou se desdobrando em outros tipos de ações ligadas ao reaproveitamento de materiais (confira a história completa nos primeiros posts do blog).

Ali, além de contar como isso começou, ela dá dicas muito bacanas de como usar melhor as novas e velhas coisas que se acumulam em nossos armários. E, de quebra, intensificar a prática dos 3R na nossa vida diária. :)

Desde já, torna-se parada obrigatória e vai linkado por aqui. Inspirem-se!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Já desligou a tomada da TV hoje?

A atitude vale para o Brazuca tb... :)

Ação pessoal contra aquecimento é mais eficaz do que imaginado

RIO - Contra as transformações no clima, mudanças caseiras. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que pequenas ações individuais - como não deixar aparelhos em modo standby e trocar regularmente os filtros de ar do carro - são mais importantes do que se imaginava. Segundo a pesquisa, a implementação em larga escala de tais atividades, se acompanhada por intensas campanhas de divulgação, poderia ser capaz de reduzir anualmente as emissões domésticas de CO2 nos EUA em mais de 20%, como mostra reportagem de Carlos Albuquerque.

Esse valor faria com que o país - historicamente o maior poluidor do mundo - tivesse uma diminuição total de emissões de aproximadamente 7,4% num período de dez anos. O número é superior às emissões totais de um país como a França. Para os autores do estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), tais ações poderiam ser adotadas em curto prazo, com a utilização de tecnologias já existentes e sem "reduções no bem-estar individual". Com isso, as autoridades mundiais - que se reúnem em dezembro, em Copenhague, para discutir um novo acordo para substituir o Protocolo de Kioto, válido até 2012 - poderiam ganhar mais tempo para desenvolver políticas de médio e longo prazo para combater o aquecimento global.

Estudo toma EUA como referência

Nos EUA, o uso doméstico de energia respondeu, em 2005, por 38% das emissões de CO2 do país. As emissões totais americanas (20% do total mundial) só são superadas pelas da China (que responde por 22% das emissões globais de CO2). "Nós nos concentramos nos EUA não apenas por serem grandes poluidores, mas também por possuírem conhecimento e potencial para reduzir rapidamente essas emissões", afirmam os autores, que estimam que boa parte desse total de reduções pode ser atingido nos primeiros cinco anos.

No estudo, liderado por Thomas Dietz, do Departamento de Sociologia e Ciências Ambientais da Universidade de Michigan, foram estimados os efeitos de 17 tipos de ações domésticas para reduzir as emissões, "com custo quase zero". Eles consideram também a capacidade de mobilização e adesão da população americana, baseando-se em iniciativas anteriores, como as tomadas no país durante a crise de energia nos anos 70.

(O Globo)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A minha, a sua, a nossa sustentabilidade

Venho aqui dividir a dica quentíssima do novo blog escrito pela jornalista de responsa, e inspiração desde meus tempos de faculdade, querida Regina Scharf. Seu trabalho irretocável é um exemplo de competência jornalística nas áreas ambiental e de sustentabilidade - temperado com um toque humano como poucos profissionais sabem dar. Vale a pena ir correndo conferir o texto de estréia, descrito nas palavras dela:

Estejam convidados a conhecer o De lá prá cá, blog meu e da Flavia Pardini, duas expatriadas escrevendo sobre meio ambiente e sustentabilidade no portal da revista Página 22. Meu primeiro post, Smörgåsbord, é um olhar bem humorado sobre a dureza de se incorporar a consciência ambiental no cotidiano. O endereço é www.pagina22.com.br

Uma boa forma de pensar na parte que nos cabe deste latifúndio. :)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Andar a pé eu vou

Robert Linder/Stock.xchng
.
Hoje, 22 de setembro, é o Dia Mundial sem Carro. A data é o ponto alto de uma semana toda dedicada à reflexão - e combate - do uso exagerado dos veículos em áreas urbanas. Causa mais do que necessária não só à sanidade mental de quem mora em grandes centros, como à nossa própria sobrevivência enquanto espécie.
.
Exagero? Não, de acordo com dados do Movimento Nossa São Paulo. Segundo materiais da ONG baseados em informações do Laboratório de Poluição Atmosféria Ambiental da USP, a poluição da cidade tira dois anos da expectativa de vida média de cada paulistano. E não adianta achar que somos todos reféns das chaminés das fábricas. Há muito tempo são os veículos os maiores poluidores paulistas - a má qualidade do combustível usado neles é responsável por cerca de 3 mil mortes anuais na cidade. O número de partículas de enxofre por milhão (ppm) aceitável pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 50. O combustível vendido atualmente nas áreas urbanas está na média de 500 ppm e 2000 ppm quando vendido nas estradas.
.
Diante desses números, ficará difícil, em pouco tempo, dizer que o transporte coletivo não funciona (o que é verdade em muitos casos), que não se pode abrir mão do conforto e da rapidez de um veículo particular, ou que a cidade não possui ciclovias ou alternativas eficazes aos carros (o que também é verdade). O crescimento da frota de veículos (mais de mil entrando em circulação por dia na cidade) concorre grandemente para antecipar as estatísticas de que SP deve parar - parar, literamente, sem mais possibilidade de locomoção pra lugar nenhum - num prazo entre dez a quinze anos.
.
Como contribuir para diminuir o cenário apocalíptico? O mesmo Movimento, durante esse período, publicou uma cartilha com dicas simples (complementadas por algumas outras idéias que coloco também) e que podem ajudar a diminuir a visão do exército de carros atravancando as ruas, cada qual com apenas uma ou duas pessoas:
.
- combinar um esquema de caronas com vizinhos ou colegas de trabalho;

- incentivar a empresa a adotar a carona conjunta, ou um sistema de transporte coletivo que tire alguns carros das ruas;

- incentivar as escolas, universidades e centros comerciais a montar esquemas de carona ou adotar bicicletários;

- abdicar da preguiça e optar pela caminhada ou pela bicicleta, caso a proximidade do trabalho permita - ainda que seja apenas por um trecho, complementado pelo transporte público;

- procurar rotas alternativas que possibilitem que o carro fique menos tempo nas ruas;

- buscar alternativas de comércio ou de serviços no próprio bairro, evitando sair com o carro sem necessidade (e, de quebra, incentivando as iniciativas de pequenos empresários ou de empresas familiares também).
.
- se estiver em SP, ligar para o Disk Fumaça Preta todas as vezes que vir um veículo operando como arma química em potencial (o site da CETESB também recebe denúncias de veículos que poluem a cidade).
.
Nenhuma dessas idéias é nova, porém precisam ser realmente levadas a sério se quisermos estabelecer um mínimo de sustentabilidade dentro das grandes cidades. Outras atitudes, como reivindicar a qualidade das vias alternativas de transporte junto ao poder público, ou educar as crianças a buscar também essas alternativas tanto para ir a compromissos quanto em momentos de lazer, atualmente, passaram do status de opção para o de obrigação.
.
É difícil mudar antigos hábitos, mas olhando com atenção, podemos perceber que sempre há coisas na rotina que podem ser adaptadas e melhoradas. E é a mudança e a adaptação aos novos tempos que garantirão nosso bem estar - e nosso direito de sempre respirar fundo.
Mãos à obra, então!
.
O problema crônico veicular não é, obviamente, "privilégio" da Grande SP. Veja aqui os movimentos que o Dia sem Carro está originando nas principais cidades do país.
.
Mais dados sobre o karma motorizado no estado de SP estão aqui.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Para descontrair



Todas as coisas mais "engraçadinhas" sempre têm a ver com yoga. rs
.
Imagens tiradas deste site, cheio de idéias bacanas!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Escutatória

Gesine Kuhlmann/Stock.xchng

Inspiradíssimo texto do educador e escritor Rubem Alves. Qualquer comentário (de minha parte) é superficial. :)

"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil.

Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas". Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais.

Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci.

O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em U definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram.

Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: Meus irmãos, vamos cantar o hino... Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.

A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem.

No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou.

A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto."

(Rubem Alves)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Meu pé, meu querido pé

Jana Kollárová/Stock.xchng

Tem gente que adora, outros têm aflição apenas quando se toca neles. Mas todos devem concordar que nossos pés estão entre as partes mais importantes - e mais esquecidas - do corpo humano. Eles é que enfrentam o trabalho duro de nos sustentar do início ao fim da jornada diária. Não é à toa que possuem, entre os membros do corpo humano, algumas das maiores concentrações de glândulas e terminações nervosas. A missão é vasta - desde carregar o corpo, regular a locomoção em todas as suas variações até servir como termômetro para a temperatura e a topografia com as quais lidaremos a cada minuto. Para além de sua função estrutural, a medicina chinesa vê neles também um mapa das principais funções orgânicas do corpo. Massageando e tratando dos pés, é possível alcançar maior harmonia em todo o organismo.

Dá para fazer isso em casa, sem muito esforço, depois de um dia de correria. Seguem algumas dicas para ajudar a acalmar os ânimos. Depois, o famoso escalda-pés da vovó pode ser uma ótima pedida para chamar a boa noite de sono.

- Apóie o pé direito sobre o joelho da perna esquerda e deixe a sola virada para você;
- Espalhe nos pés o óleo ou creme de sua preferência;
- Usando os polegares, massageie a sola do pé, pressionando-a com movimentos circulares. Comece atrás dos dedos e siga em direção ao calcanhar;
Quando terminar de massagear a sola, massageie também todo o peito do pé.
- Em seguida, puxe lentamente os dedos, torcendo suas laterais e mexendo para trás e para frente.

Os movimentos ideias para combater...

- Cansaço - Massageie a sola na região central dos pés
- Estresse - O ideal é massagear os pés por inteiro, já que o estresse não é uma doença e sim um conjunto de sintomas.
- Insônia - Faça massagem em toda a lateral externa dos pés, desde o calcanhar até o quinto dedo. Isso ajudará a se desligar dos pensamentos que não deixam dormir.
- Ansiedade e TPM - Massageie a sola na região central dos pés até chegar aos dedos.

(Com informações tiradas daqui)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Consciência

Fred Fokkelman/Stock.xchng


Para inspirar o final de semana, uma bela reflexão de Jung, traduzida do livro Arquétipos e Inconsciente Coletivo. Que tal desenvolver um novo tipo de olhar sobre a realidade? É ao que ele nos convida. :)

Aproveitem!
.
"Mas por quê, você poderia perguntar, seria necessário para o homem na Terra, de uma forma ou de outra, adquirir um nível superior de consciência?
Essa é realmente a questão crucial, e eu não acho que a resposta seja fácil.
Ao invés de uma resposta concreta eu posso apenas fazer uma confissão de fé.
Acredito que alguém, depois de milhões de anos, tinha que perceber que esse mundo maravilhoso de montanhas e oceanos, sóis e luas, galáxias e nebulosas, plantas e animais, existe. Certa vez, num monte nas planícies do Leste da África, observei vastas manadas de animais selvagens pastando em silenciosa imobilidade, tal como haviam feito desde tempos imemoriais, tocados apenas pelo sopro de um mundo primitivo.
Eu me senti então como se fosse o primeiro homem, a primeira criatura, a saber, que tudo isso, é. O mundo inteiro à minha volta estava ainda em seu estado primitivo; ele não sabia que ele era.
E então, naquele exato momento em que me dei conta, o mundo passou a ser.
Toda a Natureza busca esse objetivo e o encontra realizado no homem, mas apenas naquele homem mais altamente desenvolvido e mais plenamente consciente.
Todo avanço, mesmo o menor deles, ao longo desse caminho de realização consciente, acrescenta algo ao mundo."
.
(Jung)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dias de trovão

Há muitas coisas para se dizer a respeito dos últimos e molhados dias em São Paulo e pelo Brasil afora. Mas algumas das que valem a pena estão neste blog aqui:

http://www.apocalipsemotorizado.net/

Bom para ler e pensar - principalmente em alternativas para as quatro rodas (individuais ou coletivas) que nos sustentam todos os dias.

PS - Em breve neste blog, algumas dicas de como se sentir mais confortável no ambiente de trabalho, "muscularmente" falando. Postarei quando o trabalho em si afrouxar um cadinho mais. rs

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Caminhos (duvidosos) para a iluminação

Em véspera de feriadão, eu ia pegar o gancho do trânsito monstruoso lá fora para escrever um texto sobre o Dia do Petróleo, comemorado ontem e que mudaria definitivamente a situação dos ares que respiramos desde então. Mas adio sua publicação, ao lado da elaboração necessária, para um dos dias vindouros. Por hora, deixo alguns momentos de humor enquanto se espera que as artérias da cidade fluam novamente neste fim de tarde. Se é verdade que cada um escolhe sua forma de evolução espiritual/corporal, esse pessoal aqui está tentando chegar lá de uma forma no mínimo original. :)

PS - Crianças, não tentem fazer isso em casa!

PS 2 - Agora descobri o segredo daquelas posições que a gente não consegue fazer de jeito maneira. :))

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Comunidade alemã decide ter uma vida sem automóveis e vira referência

Elisabeth Rosenthal
Em Vauban (Alemanha)

Os moradores desta comunidade afluente são pioneiros suburbanos. Eles superaram a maioria das mães que levam os filhos para jogar futebol ou executivos que fazem todos os dias o trajeto dos subúrbios até o centro da cidade: essas pessoas abriram mão dos seus carros.

Estacionamentos de rua, driveways (pequena estrada que vai geralmente da entrada da garagem até a rua) e garagens são, em geral, proibidas neste novo distrito experimental na periferia de Freiburg, perto da fronteira com a Suíça.

Nas ruas de Vauban os carros estão totalmente ausentes - com exceção da rua principal, por onde passa o bonde para o centro de Freiburg, e de umas poucas ruas na zona limítrofe da comunidade. A propriedade de automóveis é permitida, mas só há dois locais para estacionamento - grandes garagens localizadas no limite da comunidade, onde os proprietários compram uma vaga, por US$ 40 mil, juntamente com uma casa.

Como resultado, 70% das famílias de Vauban não têm automóveis, e 57% venderam o carro para se mudarem para cá.

"Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz", afirma Heidrun Walter, profissional de mídia e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam abafam o barulho ocasional de um motor distante.

Vauban, que foi concluída em 2006, é um exemplo de uma tendência crescente na Europa, nos Estados Unidos e em outros locais. Trata-se da separação entre a vida suburbana e a utilização de automóveis, como parte integrante de um movimento chamado de "planejamento inteligente".

Os automóveis são um fator de coesão dos subúrbios, onde as famílias de classe média de Chicago a Xangai costumam construir as suas residências. E, isso, segundo os especialistas, consiste em um grande obstáculo para os atuais esforços no sentido de reduzir drasticamente as emissões de gases causadores do efeito estufa que saem pelos canos de descarga, com o objetivo de reduzir o aquecimento global. Os carros de passageiros são responsáveis por 12% das emissões de gases causadores do efeito estufa na Europa - uma proporção que só está aumentando, segundo a Agência Ambiental Europeia -, e por até 50% em algumas áreas dos Estados Unidos.

Embora nas duas últimas décadas tenha havido tentativas de tornar as cidades mais densas e mais propícias para as caminhadas, os planejadores urbanos estão levando agora esse conceito para os subúrbios e concentrando-se especificamente em benefícios ambientais como a redução de emissões. Vauban, que tem 5,500 habitantes e uma área aproximada de 2,6 quilômetros quadrados, pode ser a experiência mais avançada em vida suburbana com baixa utilização de automóveis. Mas os seus preceitos básicos estão sendo adotados em todo o mundo em tentativas de tornar os subúrbios mais compactos e mais acessíveis ao transporte público, com menos espaço para estacionamento. Segundo essa nova abordagem, os estabelecimentos comerciais situam-se ao longo de calçadões, ou em uma rua principal, e não em shopping centers à beira de uma auto-estrada distante.

"Todo o nosso desenvolvimento desde a Segunda Guerra Mundial esteve concentrado no automóvel, e isso terá que mudar", afirma David Goldberg, funcionário da Transportation for America, uma coalizão de centenas de grupos nos Estados Unidos - incluindo instituições ambientais, prefeituras e a Associação Americana de Aposentados - que estão promovendo novas comunidades que sejam menos dependentes dos carros. Goldberg acrescenta: "A quantidade de tempo que se passa ao volante de um carro é tão importante quanto possuir um automóvel híbrido".

Levittown e Scarsdale, subúrbios de Nova York com casas de áreas enormes e garagens privadas, eram os bairros dos sonhos na década de 1950, e ainda atraem muita gente. Mas alguns novos subúrbios podem muito bem lembrar mais Vauban, não só nos países desenvolvidos, mas também no mundo subdesenvolvido, onde as emissões da frota cada vez maior de carros particulares da crescente classe média estão sufocando as cidades.

Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental está promovendo as "comunidades com número reduzido de carros", e os legisladores estão começando a agir, apesar de que com cautela. Muitos especialistas acreditam que o transporte público que atende aos subúrbios desempenhará um papel bem maior em uma nova lei federal de transporte aprovada neste ano, afirma Goldberg. Nas legislações anteriores, 80% das apropriações destinavam-se, por lei, a auto-estradas, e apenas 20% a outras formas de transporte.

Na Califórnia, a Associação de Planejamento da Área de Hayward está desenvolvendo uma comunidade semelhante a Vauban chamada Quarry Village, nos arredores de Oakland. Os seus moradores podem ter acesso sem carro ao sistema de trânsito rápido da Área da Baía e ao campus da Universidade Estadual da Califórnia em Hayward.

Sherman Lewis, professor emérito da universidade e líder da associação, diz que "mal pode esperar para mudar-se" para a comunidade, e espera que Quarry Village possibilite que ele venda um dos dois automóveis da família e, quem sabe, até mesmo os dois. Mas o atual sistema ainda conspira contra o projeto, diz ele, observando que os bancos imobiliários temem uma queda do valor de revenda de casas de meio milhão de dólar que não têm lugar para carros. Além disso, a maior parte das leis de zoneamento urbano dos Estados Unidos ainda exige duas vagas para automóveis por unidade residencial. Quarry Village obteve uma isenção dessa exigência junto às autoridades de Hayward.

Além disso, geralmente não é fácil convencer as pessoas a não terem carros. "Nos Estados Unidos as pessoas são incrivelmente desconfiadas em relação a qualquer ideia de não possuir carros, ou mesmo de ter menos veículos", diz David Ceaser, co-fundador da CarFree City USA, que afirma que nenhum projeto suburbano do tamanho de Vauban banindo os automóveis teve sucesso nos Estados Unidos.

Na Europa, alguns governos estão pensando em escala nacional. Em 2000, o Reino Unido deu início a uma iniciativa ampla no sentido de reformar o planejamento urbano, desencorajando o uso de carros ao exigir que os novos projetos habitacionais fossem acessíveis por transporte público.

"Os módulos urbanos relativos a empregos, compras, lazer e serviços não devem ser projetados e localizados sob a premissa de que o automóvel representará a única forma realista de acesso para a grande maioria das pessoas", afirma o PPG 13, o documento revolucionário de planejamento, lançado pelo governo britânico em 2001. Dezenas de shopping centers, restaurantes de fast-food e complexos residenciais tiveram a licença recusada com base na nova regulamentação britânica.

Na Alemanha, um país que é a pátria da Mercedes-Benz e da Autobahn, a vida em um local onde a presença do automóvel é reduzida, como Vauban, tem o seu próprio clima diferente. A área é longa e relativamente estreita, de forma que o bonde que segue para Freiburg fica a uma distância relativamente curta a pé a partir de todas as casas. Ao contrário do que ocorre em um subúrbio típico, aqui as lojas, restaurantes, bancos e escolas estão mais espalhadas entre as casas. A maioria dos moradores, como Walter, possui carrinhos que são rebocados pelas bicicletas para fazer compras ou levar as crianças para brincar com os amigos.

Para deslocamentos a lojas como a Ikea ou às colinas de esquiação, as famílias compram carros juntas ou usam automóveis arrendados comunitariamente pelo clube de compartilhamento de automóveis de Vauban.

Walter já morou - com carro privado - em Freiburg e nos Estados Unidos. "Se você tiver um carro, a tendência é usá-lo", diz ela. "Algumas pessoas mudam-se para cá, mas vão embora logo - elas sentem saudade do carro estacionado em frente à porta".

Vauban, local em que se situava uma base do exército nazista, ficou ocupada pelo exército francês do final da Segunda Guerra Mundial até a reunificação da Alemanha, duas décadas atrás. Como foi projetada para ser uma base militar, a sua planta nunca previu o uso de carros privados: as "ruas" eram passagens estreitas entre as instalações militares.

Os prédios originais foram demolidos há muito tempo. As elegantes casas enfileiradas que os substituíram são construções de quatro ou cinco andares, projetados de forma a reduzir a perda de calor e maximizar a eficiência energética. Elas possuem madeiras exóticas e varandas elaboradas; casas isoladas das outras são proibidas.

Por temperamento, as pessoas que compram casas em Vauban tendem as ser "porquinhos da índia verdes" - de fato, mais da metade dos moradores vota no Partido Verde alemão. Mesmo assim, muitos afirmam que o que os faz morar aqui é a qualidade de vida.

Henk Schulz, um cientista que em uma tarde do mês passado observava os três filhos pequenos caminhando por Vauban, lembra-se com entusiasmo da primeira vez que comprou um carro. Agora, ele diz que está feliz por criar os filhos longe dos automóveis; ele não tem que se preocupar muito com a segurança deles nas ruas.

Nos últimos anos, Vauban tonou-se um nicho comunitário bem conhecido, apesar de não ter gerado muitas imitações na Alemanha. Mas não se sabe se este conceito funcionará na Califórnia.

Mais de cem candidatos se inscreveram para comprar uma casa na Quarry Village, e Lewis ainda está procurando um investimento de US$ 2 milhões para dar início ao projeto. Mas, caso a ideia não dê certo, a sua proposta alternativa é construir no mesmo local um condomínio no qual o uso do automóvel seja totalmente liberado. Ele se chamaria Village d'Italia.

Tradução: UOL

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sacolinha, pra que te quero?

Há alguns meses, estava eu fazendo compras em um supermercado da cidade de São Paulo, quando, ao passar pelo caixa, a atendente me fez a seguinte pergunta:

- Você tem sacola ecológica para levar as compras?

Orgulhosa, respondi "Tenho!" e já saquei minha sacola verde de tecido, dobrada cuidadosamente dentro da bolsa, presente muito útil da amiga Fê. Ao ver meu gesto, a moça olhou fixamente para mim e disse, com expressão séria:

- Você pensa nas tartarugas.

Fiquei olhando para ela, um tanto incrédula com a frase, e ela continuou:

- Sim, porque ninguém pensa nas tartarugas, sabe. Quando eu pergunto para as pessoas se elas têm sacolas retornáveis, elas ficam bravas, dizem que não é prático carregar uma sacola dentro da bolsa. Mas olha só a sua, é muito fashion. Até parece uma tartaruga!

Tento segurar o riso e concordar, enquanto continuo ouvindo o que ela diz, agora em tom de confissão:

- Mas eles não perdem por esperar. Daqui a pouco, vai ser proibido em todo lugar usar sacolas plásticas. Aí todo mundo vai ter que pensar nas tartarugas.

Saí do supermercado rindo sozinha, é claro, e com uma boa história para contar aos amigos. Mas, piadas à parte, o diálogo com a moça, apesar do tom de absurdo, não deixa de mostrar o ligeiro progresso do tema dentro das compras nossas de cada dia. Quando decidi adotar o uso das sacolas ecológicas - uma prática que também requereu esforço pessoal e revisão de hábitos cotidianos, geralmente os mais difíceis de modificar - me lembro do olhar de espanto dos caixas e empacotadores dos supermercados, diante da minha mão estendida pedindo para pararem a operação já começada, automaticamente, de colocar minhas compras em milhares de saquinhos plásticos. Era um exercício de disciplina e até de desinibição da minha parte, estendendo uma enorme sacola de pano para fazer, por minha conta, o serviço deles e de suas mãos rápidas, geralmente diante de uma fila de pessoas esperando minha performance para poder também usar aquele espaço do balcão.

Agora, já é mais comum ver algumas grandes redes de supermercados fazendo campanha pelas sacolas retornáveis - enquanto colocam à venda também suas próprias sacolas de pano. E, em junho último, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma campanha para redução do uso de sacolas plásticas pelo consumidor (um primeiro passo no sentido de concretizar a profecia da minha amiga caixa sobre a proibição total, talvez?).

Mas, para muita gente, é difícil abolir o uso total das sacolinhas, não só pela comodidade, mas porque elas têm uma utilidade muito prática dentro de seus lares. Substituir os sacos de lixo, por exemplo. Esse é mais um desafio para a campanha do governo: mudar o comportamento de quem não tem o hábito, ou mesmo renda suficiente, para comprar sacos de lixo. Embora representem um custo a mais, os sacos de lixo oxi-biodegradáveis, que desaparecem da natureza num prazo máximo de 18 meses, oferecem grande vantagem ambiental se comparados aos de supermercado, feitos de polietileno, que demoram cerca de 400 anos para se decompor.

Apesar do aparente "trabalho a mais", abolir os saquinhos é uma medida fundamental para diminuir a imensa bolha plástica que bóia atualmente nos oceanos, alimentada pelo uso atual de 20 vezes mais sacolas plásticas em relação a 50 anos atrás. Uma rápida busca no Google mostra facilmente que não apenas as tartarugas sofrem com esse lixo todo - que entope bueiros, vai parar no estômago dos bichos que morrem asfixiados ou feridos e ajuda a agravar o aquecimento global. Atualmente, chegamos ao estonteante número de mais de 1 milhão de sacos plásticos usados por minuto - quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. No Brasil, são usados cerca de 33 milhões por dia ou 12 bilhões por ano, totalizando um consumo familiar médio de 40 quilos de plásticos por ano, ou 66 sacos plásticos mensais por pessoa (de acordo com dados da Funverde).

Dessa montanha de plástico mundial, não chega a 5% o total incinerado ou reciclado. Os mais de 95% restantes estão por aí causando um estrago danado. Nesse sentido, vem em boa hora a campanha pelo uso das antigas sacolas de pano, já usadas de forma muito prática pelas nossas avós em suas idas ao mercado da esquina. Além do lado romântico da coisa, mostra que elas, já naquela época, pensavam nas tartarugas.

Last but not least... para terminar de salvar o mundo, devemos também torcer para que o projeto deste menino entre logo em escala comercial. Isso sim é dar uma mãozona para o planeta. :)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Você pode comer? Então, passe na pele

Imagem: IzaS/Stock.xchng
Não, o título desse post não é uma alusão a "9 e 1/2 semanas de amor". :)

Nos meus estudos e xeretices sobre tratamentos alternativos, a professora Raquel surgiu com um conceito interessante, tirado da medicina ayurveda: "nunca passe na pele algo que você não possa comer". A idéia justifica o fato de a massagem ayruvédica, por exemplo, ser feita somente com óleos vegetais (que podem ser usados também na cozinha) e, no máximo, óleos essenciais com procedência mais do que certificada (mas esses convém não ingerir, please, sob pena de entrarmos em um tema pra lá de controverso nos campos da aromaterapia).

Mas voltando aos óleos e cremes, tanto a ayurveda como os aromaterapeutas concordam num ponto: óleos de procedência vegetal são infinitamente mais saudáveis e apropriados ao uso humano do que os de origem mineral - que, paradoxalmente, são matéria-prima da maioria dos cremes industrializados destinados a tratamentos de pele, e até de óleos para bebê! Embora um pouco mais difíceis de achar, o ideal é que se use sempre cremes de base vegetal - mais eficazes e amigáveis ao corpo por não obstruir os poros, deixando a pele respirar e facilitando a absorção do princípio ativo do produto. E, de quebra, muito mais gentis com o planeta também.

Lembrei dessa prosa toda ao ler uma matéria bem interessante publicada pela Revista Fator em julho último, comprovando a tese. Confiram alguns trechos... e comecem a reparar nas letras miúdas do creme que está no criado-mudo. :)

11/07/2009

Cosméticos com óleos vegetais: cuidado com a pele e respeito ao meio ambiente

A indústria cosmética acaba de engajar-se em mais uma importante iniciativa que promete excelentes resultados estéticos e cuidados especiais com o meio ambiente: a utilização de óleos vegetais em substituição aos de origem mineral. Juntamente com princípios ativos extraídos de fontes naturais e renováveis, os óleos e manteigas vegetais caracterizam a nova tendência de cosméticos ecologicamente corretos.

De acordo com a diretora de treinamentos da Buona Vita Cosméticos, a técnica em estética Isabel Luiza Piatti, o óleo mineral pode causar danos à pele, como o tamponamento dos poros que desencadeia ações comedogênica e acneica. Também obstrui as glândulas de excreção da pele, favorecendo disfunções da camada ácida do tecido. Derivadas do petróleo, estas substâncias repelem a água e impedem a absorção de outros ativos de base hídrica.

“Em contrapartida, por sua semelhança estrutural ao manto hidro lipídico da pele, os óleos vegetais reagem melhor com o tecido e permitem que tanto a água, como outros princípios ativos existentes nos cosméticos aplicados sejam bem absorvidos”, explica Isabel.

Extraídos principalmente das sementes de plantas e frutas, os óleos vegetais aumentam a proteção da pele contra a perda excessiva de líquidos, permitem a respiração cutânea e assimilam a luz solar. Também auxiliam o restabelecimento de peles rachadas e ressecadas, normalizando e reforçando a estrutura do tecido. Ao contrário dos óleos minerais, os de origem vegetal causam menos reações citotóxicas e alérgicas. Finalmente, possuem outra característica também muito importante: são biodegradáveis, não poluem e nem agridem o meio ambiente.
Para a técnica, os cosméticos à base de óleos vegetais representam grande avanço da indústria estética. “Nosso principal objetivo, agora, é conscientizar o público – tanto clientes finais como também profissionais de estética – sobre a importância de eliminar, definitivamente, o uso de cosméticos com óleos minerais e parafina. O consumidor não apenas pode, mas deve exigir sempre o melhor”.

Óleos vegetais são mesmo biodegradáveis? - A resposta a esta pergunta é sim. Todos os óleos vegetais são biodegradáveis e podem levar até 28 dias para se decompor, sem agredir a natureza, conforme afirma o diretor técnico e industrial da Polytechno Indústrias Químicas, o engenheiro químico Joãosinho Angelo Di Domenico.

Mas então, por que o óleo de cozinha, por exemplo, não pode ser descartado no meio ambiente sem cuidados específicos? Segundo o engenheiro, o problema é o grande volume de óleo lançado diariamente nos ralos e tubulações. Durante o período necessário para o material se biodegradar, outros resíduos acabam se aglutinando ao óleo e prejudicando o meio ambiente. Quando chega aos rios ou mar, o óleo vegetal forma um filme na superfície e prejudica a oxigenação da água, comprometendo sua qualidade e a sobrevivência dos peixes e outros seres.

Os óleos presentes nos cosméticos, por sua vez, são lançados em quantidade muito pequena que não oferece riscos ao meio ambiente. “Quando aplicado na pele, grande parte do óleo é absorvida pelo tecido e processada pelas enzimas”, complementa Di Domenico.

É importante destacar, também, que algumas características distinguem os óleos vegetais entre si, de acordo com sua finalidade. E o engenheiro químico explica: “embora sejam quimicamente iguais, os processos de extração e refino dos óleos destinados aos cosméticos preservam elementos naturais da matéria-prima como vitaminas, fosfolipídios, antioxidantes, antiinflamatórios, entre outros”.

Tais substâncias favorecem a bioatividade da pele, hidratando o tecido, combatendo os radicais livres (causadores do envelhecimento cutâneo), ativando a regeneração celular e formando novas fibras de colágeno.

Para Isabel Luiza Piatti, a relação entre meio ambiente, beleza e bem-estar foi muito bem percebida pela indústria cosmética. “Os cosméticos ecologicamente corretos que respeitam a biodiversidade, com óleos vegetais e ativos orgânicos, representam o comportamento dos consumidores conscientes que, além de valorizar a questão estética, estão atentos às necessidades da natureza”, conclui.

Confira aqui a íntegra da matéria, que também traz a descrição e principais usos de alguns óleos essenciais.