Neste sábado, das 20h30 às 21h30, o mundo todo está convidado a demonstrar coletivamente seu apoio às ações de combate ao aquecimento global. Em sua quarta edição, a Hora do Planeta pretende repetir o alerta de anos anteriores e mobilizar pessoas ao redor da Terra no aumento da consciência ambiental - neste ano, em ato especialmente simbólico após o fracasso das negociações da Cúpula do Clima realizada em Copenhague há três meses. sexta-feira, 26 de março de 2010
Amanhã, apague as luzes!
Neste sábado, das 20h30 às 21h30, o mundo todo está convidado a demonstrar coletivamente seu apoio às ações de combate ao aquecimento global. Em sua quarta edição, a Hora do Planeta pretende repetir o alerta de anos anteriores e mobilizar pessoas ao redor da Terra no aumento da consciência ambiental - neste ano, em ato especialmente simbólico após o fracasso das negociações da Cúpula do Clima realizada em Copenhague há três meses. segunda-feira, 22 de março de 2010
70% de você
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Água, este recurso natural que, ao contrário do que todos aprendemos na escola, não é tão renovável assim. A junção de oxigênio e hidrogênio que forma aproximadamente 70% de nosso corpo e 3/4 da superfície do planeta será, segundo estudiosos, um dos grandes motivos de preocupação em um futuro próximo - de acordo com estimativas da UNESCO, mais da metade da população mundial sofrerá com a falta de água já a partir de 2025. A imensidão de mares, rios e cachoeiras que povoam nosso imaginário e os cenários especialmente nacionais nos afasta da percepção de que apenas 2,5% da água disponível na Terra é, efetivamente, própria para consumo humano. Essa falsa sensação de fartura se reflete nas atitudes da população: só a região da Grande São Paulo, por exemplo, despediça aproximadamente 10 m3 de água por segundo, o que daria para abastecer cerca de 3 milhões de pessoas diariamente. O consumo desenfreado faz com que seja necessário desviar recursos hídricos no interior do Estado e também do sul do Estado de Minas Gerais - o que brevemente deve causar problemas também ao abastecimento dessas regiões.
Por isso, é bom pensar bem enquanto se mantém a torneira aberta ao escovar os dentes, durante banhos com duração de mais de 15 minutos ou quando se opta por lavar a calçada com um jato de água ao invés de usar a vassoura. São recomendações que todo mundo já cansou de ouvir, mas que tornam-se obrigações nos dias de hoje, enquanto ainda há água para poupar. É simples, não demora e fará enorme diferença.
Segue uma lista de links bacanas com informação sobre o tema do Dia de hoje. Boa leitura e boa mudança de hábitos! ;)
Informações sobre a oferta de recursos e o consumo atual no planeta
10 medidas simples para poupar água no dia-a-dia
"Fatos e fotos" sobre a água ao redor do mundo
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Reciclagem de lixo eletrônico aproveita até último parafuso
Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)
Juliana Carpanez - UOL Tecnologia
Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.
“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.
Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).
Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.
Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Sustentável, se puder
Eric Ortner/Stock.schng segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ecológico também na embalagem
Além do blog da Lili, linkado aí acima, outras idéias de Furoshiki - e um passo-a-passo de como fazer alguns - podem ser encontrados também aqui. Com isso, junto-me à corrente bloguística mundial em favor da embalagem... e quem sabe até o final do ano aprendo a fazer um bonitinho também. ;)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Feita para os presentes tempos
"Estou só observando e percebendo como existem coisas das quais não preciso para ser feliz."
(Sócrates, ao passear pelo mercado de Atenas)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma ilha muito além da fantasia
Tranebjerg, Dinamarca - Na ilha dinamarquesa de Samsø, exemplo excepcional de autossuficiência energética, até o leite de vaca ajuda a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. Samsø, com apenas 114 quilômetros quadrados habitados por pouco mais de quatro mil pessoas, fica na Baía de Kattegat, no Mar do Norte, cerca de 120 quilômetros a oeste de Copenhague. Sua merecida reputação se deve ao fato de gerar toda a energia que consome por meio de turbinas eólicas e painéis solares.Desde que, em 1997, Samsø ganhou uma competição nacional para ser comunidade-protótipo no uso de fontes de energia renováveis, os samsingers – como se chamam seus habitantes – revolucionaram todos os aspectos de sua vida cotidiana para contribuir com a eficiência ambiental. Esta busca é tal que até mesmo a produção de leite de vaca é parte do sistema de aproveitamento energético. No momento da ordenha, o leite tem temperatura de aproximadamente 38 graus e deve ser esfriado imediatamente até três graus. Alguns produtores de Samsø acoplaram ao tanque coletor um mecanismo de transferência de temperatura para impedir que esse calor se dissipe no ar, o que permite usá-lo na calefação de suas casas.
Apesar de toda a engenhosidade, os pecuaristas ainda não encontraram solução para o metano e outros gases de efeito estufa gerados pela digestão bovina. Mas estudam o sistema aplicado em uma fazenda modelo da península de Jutlandia, que recicla os gases e dejetos da criação de porcos, que são usados como fonte de energia e fertilizante para cultivar tomates. Apesar de a transferência de calor do leite de vaca para a calefação doméstica ser um componente marginal do sistema de geração energética da comunidade de Samsø, ela ilustra os esforços da ilha para melhorar seu equilíbrio com a natureza.
A parte principal do sistema são 11 turbinas de vento, que geram uma média de 28 mil megawatts anuais, suficientes para fornecer eletricidade a toda a comunidade, alimentar todo o serviço de transporte coletivo da ilha e inclusive gerar excedente de 10% para vender a outras regiões dinamarquesas. Os benefícios econômicos dessa venda são reinvestidos no sistema local de energia renovável. Isso não significa que os samsingers tenham aposentado os automóveis e outros meios de transporte tradicionais. Por exemplo, as três barcas que fazem a ligação da ilha com terra firme consomem nove mil litros de petróleo por dia. Mesmo assim, Samsø vende mais energia limpa ao continente do que compra na forma de combustíveis fósseis.
A comunidade está disposta a experimentar os veículos elétricos. “As distâncias aqui são muito curtas, inferiores a 50 quilômetros”, disse ao Terramérica Søren Hermansen, diretor da Academia de Energia da ilha e pioneiro da revolução ambiental local. “Se a bateria de um automóvel elétrico pode acumular energia para, digamos, 120 quilômetros, então se converte em um acumulador, que nos permitiria não vender nossa energia limpa e utilizá-la aqui”, afirmou. Os agricultores adaptaram os motores de tratores e outros veículos para que consumam etanol ou outros combustíveis destilados da vegetação nativa, como a colza.
Samsø dispõe também de quatro geradores movidos a combustão de palha, abundante no território. Os geradores são duais: produzem calor e eletricidade, o que ajuda a aumentar sua eficiência. Em muitas casas foram instalados painéis solares, calefação geotérmica e caldeiras alimentadas com biomassa ou madeira tratada para eliminar as emissões de carbono. Ao uso de energia renovável, é acrescentada a vontade dos samsingers de reduzir seu consumo elétrico. Jytte Nauntoft, proprietária de uma loja de aparelhos elétricos em Tranebjerg, a cidade mais importante da ilha, disse ao Terramérica que todas as casas possuem o equipamento necessário para a vida cotidiana, desde refrigeradores e lavadoras até televisores. “Porém, como a eletricidade é muito cara, as pessoas aqui compram os modelos mais básicos e mais eficientes”, explicou.
Este complexo sistema de geração e de ganhos de eficiência fez a ilha deixar de ser totalmente dependente do petróleo e do carvão em 1997, início do experimento, para ser energeticamente autossuficiente em 2003, utilizando apenas recursos renováveis. Desde 2007, tampouco emite gases de efeito estufa. A certificação do balanço energético esteve a cargo da estatal agência dinamarquesa de energia e da consultoria Planenergi, coautoras da avaliação de 2007. Esses êxitos são analisados de acordo com a densidade energética, que mede a quantidade de energia ideal a ser gerada por unidade de área. Para o caso de Samsø, esta densidade deve ser de, pelo menos, dois watts por metro quadrado. “Samsø alcançou esta densidade no final de 2008”, disse Hermansen ao Terramérica.
O sucesso da experiência é tal que a ilha é frequentemente visitada por funcionários de governos estrangeiros, especialistas ambientais, jornalistas e estudantes de todo o mundo. Assim, chegou um grupo de visitantes da Organização Global de Legisladores para o Equilíbrio Ambiental (Globe), que se reuniu, nos dias 24 e 25 do mês passado, em Copenhague, para reforçar o impulso político a um tratado climático que se espera seja alcançado em dezembro, também na capital da Dinamarca. Do encontro da Globe participaram parlamentares do Grupo dos Oito países mais poderosos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) e as nações emergentes Brasil, China, Índia, México, África do Sul, Austrália, Coréia do Sul e a anfitriã Dinamarca.
Hermansen disse ao Terramérica que, em recente visita a Samsø, o embaixador do Egito queixou-se de que a ilha é muito pequena para poder ser um exemplo mundial. “Quatro mil habitantes. Esta ilha representa menos do que três blocos de casas no Cairo”, disse o diplomata, ao que Hermansen respondeu: “O senhor não tem de revolucionar todo o sistema energético egípcio de imediato. Talvez devesse começar por reformar três blocos de casas no Cairo”. Além do sistema energético samginger, Hermansen também transformou o famoso lema ecológico “pensar globalmente, agir localmente”. O que “cada um de nós tem de fazer é pensar em termos ambientais locais e agir localmente. O resto se resolve por sinergia”, ressaltou.
Jörgen Tranberg, um dos produtores que utiliza o calor do leite de suas 150 vacas para aquecer sua casa, desenvolve a idéia de Hermansen. “Cada lugar tem suas particularidades. Como na Noruega há muitas cataratas, os noruegueses geram muita eletricidade com represas. Em Samsø sempre queimamos palha, que é abundante na ilha. Antes, era queimada ao ar livre. Hoje, a queima é feita em caldeiras altamente eficientes”, disse Tranberg ao Terramérica. O produtor considera necessário ver além do preço aparente dos combustíveis. “À primeira vista, os combustíveis mais baratos são petróleo e carvão. Mas ambos têm muitos custos ocultos, não expressos no preço de mercado”, acrescentou.
Um dos fatores que contribuiu para fazer de Samsø um sucesso é a participação dos moradores. Segundo Hermansen, quando o processo teve início, em 1997, ele já estava convencido de suas possibilidades. A chave, falou-se na época, era convencer a comunidade a participar economicamente da revolução. E funcionou. Hoje, os habitantes são proprietários privados das turbinas eólicas, dos painéis solares e do sistema de calefação comunitário de Samsø.
Imagem: Turbinas eólicas no Mar do Norte, vistas da ilha de Samsø (cortesia Academia de Energia de Samsø)
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS).
Fonte: Portal do Meio Ambiente
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Lavô tá novo!
Hoje venho saudar (e indicar) um site especialíssimo criado pela querida amiga Paula, já experiente no mundo blogueiro, sempre com mui inspirados textos e idéias. Trata-se do Lavô tá novo!, nascido a partir de uma iniciativa muito legal que ela teve no ano passado, e que acabou se desdobrando em outros tipos de ações ligadas ao reaproveitamento de materiais (confira a história completa nos primeiros posts do blog).Ali, além de contar como isso começou, ela dá dicas muito bacanas de como usar melhor as novas e velhas coisas que se acumulam em nossos armários. E, de quebra, intensificar a prática dos 3R na nossa vida diária. :)
Desde já, torna-se parada obrigatória e vai linkado por aqui. Inspirem-se!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Já desligou a tomada da TV hoje?
A atitude vale para o Brazuca tb... :)
Ação pessoal contra aquecimento é mais eficaz do que imaginado
RIO - Contra as transformações no clima, mudanças caseiras. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que pequenas ações individuais - como não deixar aparelhos em modo standby e trocar regularmente os filtros de ar do carro - são mais importantes do que se imaginava. Segundo a pesquisa, a implementação em larga escala de tais atividades, se acompanhada por intensas campanhas de divulgação, poderia ser capaz de reduzir anualmente as emissões domésticas de CO2 nos EUA em mais de 20%, como mostra reportagem de Carlos Albuquerque.
Esse valor faria com que o país - historicamente o maior poluidor do mundo - tivesse uma diminuição total de emissões de aproximadamente 7,4% num período de dez anos. O número é superior às emissões totais de um país como a França. Para os autores do estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), tais ações poderiam ser adotadas em curto prazo, com a utilização de tecnologias já existentes e sem "reduções no bem-estar individual". Com isso, as autoridades mundiais - que se reúnem em dezembro, em Copenhague, para discutir um novo acordo para substituir o Protocolo de Kioto, válido até 2012 - poderiam ganhar mais tempo para desenvolver políticas de médio e longo prazo para combater o aquecimento global.
Estudo toma EUA como referência
Nos EUA, o uso doméstico de energia respondeu, em 2005, por 38% das emissões de CO2 do país. As emissões totais americanas (20% do total mundial) só são superadas pelas da China (que responde por 22% das emissões globais de CO2). "Nós nos concentramos nos EUA não apenas por serem grandes poluidores, mas também por possuírem conhecimento e potencial para reduzir rapidamente essas emissões", afirmam os autores, que estimam que boa parte desse total de reduções pode ser atingido nos primeiros cinco anos.
No estudo, liderado por Thomas Dietz, do Departamento de Sociologia e Ciências Ambientais da Universidade de Michigan, foram estimados os efeitos de 17 tipos de ações domésticas para reduzir as emissões, "com custo quase zero". Eles consideram também a capacidade de mobilização e adesão da população americana, baseando-se em iniciativas anteriores, como as tomadas no país durante a crise de energia nos anos 70.
(O Globo)segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Freecycle
Depois da ausência vergonhosa por aqui, venho dar uma dica de site (de movimento e até de opção de vida para alguns, rs) bem interessante: o Freecycle, que parte da idéia simples de que, se você tem algo em bom estado, que não usa mais e que pretende jogar no lixo, pode haver outra pessoa perto de você que tenha interesse em utilizá-lo e, assim, evitar que os aterros sanitários fiquem inutilmente entupidos com bens ainda aproveitáveis. Tudo que falta, às vezes, é uma ferramenta de comunicação que coloque as duas pessoas em contato. O Freecycle pretende ser essa ferramenta, por meio de um site que reúne informações sobre grupos de troca ao redor do mundo e links para grupos de discussão por e-mail, informando sobre coisas em "oferta" e interessados em recebê-las. sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Plante árvores e salve energia usando o Google
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ainda a Primavera
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A minha, a sua, a nossa sustentabilidade
Estejam convidados a conhecer o De lá prá cá, blog meu e da Flavia Pardini, duas expatriadas escrevendo sobre meio ambiente e sustentabilidade no portal da revista Página 22. Meu primeiro post, Smörgåsbord, é um olhar bem humorado sobre a dureza de se incorporar a consciência ambiental no cotidiano. O endereço é www.pagina22.com.br
Uma boa forma de pensar na parte que nos cabe deste latifúndio. :)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Andar a pé eu vou
Robert Linder/Stock.xchngquarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dias de trovão
http://www.apocalipsemotorizado.net/
Bom para ler e pensar - principalmente em alternativas para as quatro rodas (individuais ou coletivas) que nos sustentam todos os dias.
PS - Em breve neste blog, algumas dicas de como se sentir mais confortável no ambiente de trabalho, "muscularmente" falando. Postarei quando o trabalho em si afrouxar um cadinho mais. rs
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Comunidade alemã decide ter uma vida sem automóveis e vira referência
Elisabeth RosenthalSherman Lewis, professor emérito da universidade e líder da associação, diz que "mal pode esperar para mudar-se" para a comunidade, e espera que Quarry Village possibilite que ele venda um dos dois automóveis da família e, quem sabe, até mesmo os dois. Mas o atual sistema ainda conspira contra o projeto, diz ele, observando que os bancos imobiliários temem uma queda do valor de revenda de casas de meio milhão de dólar que não têm lugar para carros. Além disso, a maior parte das leis de zoneamento urbano dos Estados Unidos ainda exige duas vagas para automóveis por unidade residencial. Quarry Village obteve uma isenção dessa exigência junto às autoridades de Hayward.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sacolinha, pra que te quero?
Há alguns meses, estava eu fazendo compras em um supermercado da cidade de São Paulo, quando, ao passar pelo caixa, a atendente me fez a seguinte pergunta:- Você tem sacola ecológica para levar as compras?
Orgulhosa, respondi "Tenho!" e já saquei minha sacola verde de tecido, dobrada cuidadosamente dentro da bolsa, presente muito útil da amiga Fê. Ao ver meu gesto, a moça olhou fixamente para mim e disse, com expressão séria:
- Você pensa nas tartarugas.
Fiquei olhando para ela, um tanto incrédula com a frase, e ela continuou:
- Sim, porque ninguém pensa nas tartarugas, sabe. Quando eu pergunto para as pessoas se elas têm sacolas retornáveis, elas ficam bravas, dizem que não é prático carregar uma sacola dentro da bolsa. Mas olha só a sua, é muito fashion. Até parece uma tartaruga!
Tento segurar o riso e concordar, enquanto continuo ouvindo o que ela diz, agora em tom de confissão:
- Mas eles não perdem por esperar. Daqui a pouco, vai ser proibido em todo lugar usar sacolas plásticas. Aí todo mundo vai ter que pensar nas tartarugas.
Saí do supermercado rindo sozinha, é claro, e com uma boa história para contar aos amigos. Mas, piadas à parte, o diálogo com a moça, apesar do tom de absurdo, não deixa de mostrar o ligeiro progresso do tema dentro das compras nossas de cada dia. Quando decidi adotar o uso das sacolas ecológicas - uma prática que também requereu esforço pessoal e revisão de hábitos cotidianos, geralmente os mais difíceis de modificar - me lembro do olhar de espanto dos caixas e empacotadores dos supermercados, diante da minha mão estendida pedindo para pararem a operação já começada, automaticamente, de colocar minhas compras em milhares de saquinhos plásticos. Era um exercício de disciplina e até de desinibição da minha parte, estendendo uma enorme sacola de pano para fazer, por minha conta, o serviço deles e de suas mãos rápidas, geralmente diante de uma fila de pessoas esperando minha performance para poder também usar aquele espaço do balcão.
Agora, já é mais comum ver algumas grandes redes de supermercados fazendo campanha pelas sacolas retornáveis - enquanto colocam à venda também suas próprias sacolas de pano. E, em junho último, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma campanha para redução do uso de sacolas plásticas pelo consumidor (um primeiro passo no sentido de concretizar a profecia da minha amiga caixa sobre a proibição total, talvez?).
Mas, para muita gente, é difícil abolir o uso total das sacolinhas, não só pela comodidade, mas porque elas têm uma utilidade muito prática dentro de seus lares. Substituir os sacos de lixo, por exemplo. Esse é mais um desafio para a campanha do governo: mudar o comportamento de quem não tem o hábito, ou mesmo renda suficiente, para comprar sacos de lixo. Embora representem um custo a mais, os sacos de lixo oxi-biodegradáveis, que desaparecem da natureza num prazo máximo de 18 meses, oferecem grande vantagem ambiental se comparados aos de supermercado, feitos de polietileno, que demoram cerca de 400 anos para se decompor.
Apesar do aparente "trabalho a mais", abolir os saquinhos é uma medida fundamental para diminuir a imensa bolha plástica que bóia atualmente nos oceanos, alimentada pelo uso atual de 20 vezes mais sacolas plásticas em relação a 50 anos atrás. Uma rápida busca no Google mostra facilmente que não apenas as tartarugas sofrem com esse lixo todo - que entope bueiros, vai parar no estômago dos bichos que morrem asfixiados ou feridos e ajuda a agravar o aquecimento global. Atualmente, chegamos ao estonteante número de mais de 1 milhão de sacos plásticos usados por minuto - quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. No Brasil, são usados cerca de 33 milhões por dia ou 12 bilhões por ano, totalizando um consumo familiar médio de 40 quilos de plásticos por ano, ou 66 sacos plásticos mensais por pessoa (de acordo com dados da Funverde).
Dessa montanha de plástico mundial, não chega a 5% o total incinerado ou reciclado. Os mais de 95% restantes estão por aí causando um estrago danado. Nesse sentido, vem em boa hora a campanha pelo uso das antigas sacolas de pano, já usadas de forma muito prática pelas nossas avós em suas idas ao mercado da esquina. Além do lado romântico da coisa, mostra que elas, já naquela época, pensavam nas tartarugas.
Last but not least... para terminar de salvar o mundo, devemos também torcer para que o projeto deste menino entre logo em escala comercial. Isso sim é dar uma mãozona para o planeta. :)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Você pode comer? Então, passe na pele
Para a técnica, os cosméticos à base de óleos vegetais representam grande avanço da indústria estética. “Nosso principal objetivo, agora, é conscientizar o público – tanto clientes finais como também profissionais de estética – sobre a importância de eliminar, definitivamente, o uso de cosméticos com óleos minerais e parafina. O consumidor não apenas pode, mas deve exigir sempre o melhor”.









