Não pensem que passei esse tempo todo sem escrever aqui por estar bebendo umas a mais. Apesar das correrias e surpresas incomuns para um início de ano, que me impediram de manter a freqüência, aqui estou de regresso citando um tema mui apropriado para o período pós-carnaval - medidas para curar ou contornar a ressaca, colecionadas pela amiga Paula. Já recebi alguns textos bem divertidos e até instrutivos sobre o assunto, mas nunca reproduzi aqui por não garantir sua veracidade clínica - antes pecar pela falta de informação do que pela informação duvidosa. ;)
De qualquer forma, o link acima fornece algumas dicas simples e eficazes para o day after. Durante a balada, outras medidas podem ajudar a diminuir o estrago no dia seguinte, se você lembrar: intercalar um copo de bebida não-alcoólica a dois de birita e procurar comer alguma coisa também nos intervalos, para não afogar seu estômago sem dó no lago etílico.
Aproveitem e boa folia, seja em que data for...
Mostrando postagens com marcador Bem cuidar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bem cuidar. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Quer viver muito? Pergunte-lhes como
.
Um novo estudo sugere que beber moderadamente pode ser uma das chaves para uma vida mais longa, além de reunir outras dicas de algumas das pessoas mais idosas do mundo. Confira algumas das dicas para uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz, de acordo com as pessoas que sabem do que estão falando!
Na ilha grega de Ikaria, que tem a maior proporção de pessoas acima de 90 anos em todo o mundo, as pessoas têm um hábito de beber um chá de ervas. A bebida, que é consumida várias vezes por dia, contém uma grande variedade de ervas desidratadas, como hortelã-brava, alecrim, sálvia roxa e asplênio.
Devido ao cenário montanhoso da ilha e à falta de opções de transporte, as pessoas têm que se manter ativas durante toda a vida, fazendo exercícios físicos até depois dos 80 ou 90 anos. A alimentação da ilha contém muito azeite de oliva, frutas e vegetais, além de pouquíssimas quantidades de alimentos processados ou industrializados.
Na ilha japonesa de Okinawa, é comum encontrar velhinhos com mais de 80 anos completamente saudáveis. Pesquisadores acreditam que isso se deve, em parte, à maneira com que a população da ilha se alimenta, raramente comendo demais e geralmente parando a refeição pouco antes de se sentirem saciados. A dieta dos locais se baseia em grãos, peixes e vegetais, e eles costumam ficar longe de carne, ovos e laticínios.
Já na Sardenha, na Itália, existe um enorme número de centenários. Lá, os habitantes têm o costume de beber vinho, que é muito rico em polifenóis e antioxidantes, que ajudam a impedir o envelhecimento. No Vale de Hunza, no Paquistão, as pessoas geralmente vivem mais de 90 anos. Os pesquisadores creditam esta longevidade à dieta de frutas, grãos e vegetais da população do local. Muitos dos alimentos são consumidos crus, e eles comem grandes quantidades de damascos, cerejas, uvas, ameixas e pêssegos.
Na região sul do Equador, no Vilcambamba, muitas pessoas passam dos cem anos de idade com boa saúde. Acredita-se que esta saúde se deve ao consumo da água mineral natural da região, que é completamente livre de impurezas.
Nos Estados Unidos, uma comunidade de Adventistas da Califórnia, tem uma média de vida de cerca de 5 a dez anos mais longa que os outros cidadãos da cidade. Pesquisadores acreditam que isso acontece porque estas pessoas não bebem nem fumam, e seguem uma dieta vegetariana. Além destas dicas reunidas por todo o mundo, outras pesquisas sugerem que a longevidade sempre é ligada a baixos níveis de estresse e ansiedade.
[Telegraph]
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Melhor que comprimido
Chá de hortelã é eficiente como uma Aspirina, descobrem cientistas
A hortelã-brava já era receitada por curandeiros brasileiros há muito tempo, para curar gripes, dores de cabeça e de estômago e várias outras doenças, mas só agora cientistas passaram a ver os efeitos reais da Hyptis crenata. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, provaram cientificamente que a crença na planta estava completamente correta.
Os pesquisadores viajaram ao Brasil para analisar exatamente como a planta é preparada e consumida tradicionalmente. O método mais comum é feito fervendo as folhas secas da planta durante 30 minutos, e esperar que o chá esfrie antes de bebê-lo.
O estudo mostrou que, quando a hortelã é tomada nas doses prescritas pelos curandeiros, ela é tão eficiente para aliviar a dor quanto um medicamento semelhante à aspirina, chamado de indometacina. Os pesquisadores planejam realizar testes clínicos para descobrir a eficácia do chá contra as dores.
Graciela Rocha, que participou do estudo, lembra que as plantas são buscadas como fonte para a cura de doenças desde os primeiros humanos, e que estimativas mostram que mais de 50 mil plantas são usadas em todo o mundo com propósitos medicinais.
“Além do uso tradicional, mais da metade dos medicamentos são baseados em moléculas encontradas naturalmente em plantas”, aponta. “O que fizemos foi pegar uma planta que é usada com segurança para tratar a dor e provamos cientificamente que ela funciona tão bem quanto algumas drogas sintéticas”, completa a pesquisadora.
Graciela, que é brasileira e lembra de ter recebido o chá para curar doenças durante a infância, afirma que o próximo passo do estudo é analisar como e por quê a planta funciona. A pesquisadora lembra que a hortelã-brava tem um gosto mais parecido com a sálvia do que com qualquer outra planta da família da hortelã tradicional. “Não é tão bom, realmente, mas medicamentos não precisam ser gostosos, não é mesmo?”, questiona a pesquisadora.
[BBC]
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Arsenal antigripal
Eucalipto, hortelã, gengibre, camomila. Limão, mel e maçã. Para quem - como eu - anda castigado pelos humores climáticos desta cidade mais geniosa que mulher na TPM (rs...), ou de outras paragens não menos bipolares, segue a diquinha da queridíssima Cláudia, importada diretamente de seu blog pessoal. Boa para se juntar as truques botânicos que coloquei acima, e que dão aquela mão pra combater congestionamentos, tosses, dores de garganta e afins, nessa ordem. E melhoras a todos... rs
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Das receitinhas da vó
Todo mundo sabe pelo menos uma receitinha ou dica que aprendeu por aí e que é tiro e queda pra alguma coisa. Compartilho aqui um desses casos, tirado do inspiradíssimo blog da amiga Paula, e que vem a calhar para esses dias de invernico (não existe veranico? Pois aqui em São Paulo temos variações pra todos os gostos, rs) em que circulamos por aí puxando o nariz e nos encolhendo dentro dos casacos que já estavam guardados no armário.
Aproveitem... e confiram outras ótimas dicas de forno e fogão, temperadas com bons causos, no Órfã da Ofélia!
Chá de alho com limão
:. Fácil – Porção individual
Ingredientes:
2 copos de água
1 limão
2 dentes de alho
Modo de preparo:
- Corte o limão em quatro, com casca e tudo, descasque o alho e leve-os à panela com a água.
- Deixe no fogo até levantar fervura e desligue.
- Tampe a panela até amornar e coe o líquido para beber.
Nota: pode tomar puro, com açúcar ou adoçante.
Historinha…
Ficar gripado é muito chato. A gente se entope de remédios, que atacam o estômago, vive com um lencinho de papel na mão e ainda tem que ter pique para seguir a vida normalmente, trabalhar e fazer compra de supermercado. Nesses dias, é sempre bom tomar suco de laranja, jantar uma sopinha e dormir bastante. Além disso, o último truque que aprendi com minha amiga Betsy foi esse chá de alho com limão. Ela pegou a dica com a diarista dela e testou empiricamente. Semana passada chegou a minha vez e também aprovei. O sabor é meio amargo e tem gosto de alho – afinal, é um “remédio” -, mas compensa, pois no dia seguinte já acordei bem mais animada.
Aproveitem... e confiram outras ótimas dicas de forno e fogão, temperadas com bons causos, no Órfã da Ofélia!
Chá de alho com limão
:. Fácil – Porção individual
Ingredientes:
2 copos de água
1 limão
2 dentes de alho
Modo de preparo:
- Corte o limão em quatro, com casca e tudo, descasque o alho e leve-os à panela com a água.
- Deixe no fogo até levantar fervura e desligue.
- Tampe a panela até amornar e coe o líquido para beber.
Nota: pode tomar puro, com açúcar ou adoçante.
Historinha…
Ficar gripado é muito chato. A gente se entope de remédios, que atacam o estômago, vive com um lencinho de papel na mão e ainda tem que ter pique para seguir a vida normalmente, trabalhar e fazer compra de supermercado. Nesses dias, é sempre bom tomar suco de laranja, jantar uma sopinha e dormir bastante. Além disso, o último truque que aprendi com minha amiga Betsy foi esse chá de alho com limão. Ela pegou a dica com a diarista dela e testou empiricamente. Semana passada chegou a minha vez e também aprovei. O sabor é meio amargo e tem gosto de alho – afinal, é um “remédio” -, mas compensa, pois no dia seguinte já acordei bem mais animada.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meu pé, meu querido pé
Jana Kollárová/Stock.xchngTem gente que adora, outros têm aflição apenas quando se toca neles. Mas todos devem concordar que nossos pés estão entre as partes mais importantes - e mais esquecidas - do corpo humano. Eles é que enfrentam o trabalho duro de nos sustentar do início ao fim da jornada diária. Não é à toa que possuem, entre os membros do corpo humano, algumas das maiores concentrações de glândulas e terminações nervosas. A missão é vasta - desde carregar o corpo, regular a locomoção em todas as suas variações até servir como termômetro para a temperatura e a topografia com as quais lidaremos a cada minuto. Para além de sua função estrutural, a medicina chinesa vê neles também um mapa das principais funções orgânicas do corpo. Massageando e tratando dos pés, é possível alcançar maior harmonia em todo o organismo.
Dá para fazer isso em casa, sem muito esforço, depois de um dia de correria. Seguem algumas dicas para ajudar a acalmar os ânimos. Depois, o famoso escalda-pés da vovó pode ser uma ótima pedida para chamar a boa noite de sono.
- Apóie o pé direito sobre o joelho da perna esquerda e deixe a sola virada para você;
- Espalhe nos pés o óleo ou creme de sua preferência;
- Usando os polegares, massageie a sola do pé, pressionando-a com movimentos circulares. Comece atrás dos dedos e siga em direção ao calcanhar;
Quando terminar de massagear a sola, massageie também todo o peito do pé.
- Em seguida, puxe lentamente os dedos, torcendo suas laterais e mexendo para trás e para frente.
Os movimentos ideias para combater...
- Cansaço - Massageie a sola na região central dos pés
- Estresse - O ideal é massagear os pés por inteiro, já que o estresse não é uma doença e sim um conjunto de sintomas.
- Insônia - Faça massagem em toda a lateral externa dos pés, desde o calcanhar até o quinto dedo. Isso ajudará a se desligar dos pensamentos que não deixam dormir.
- Ansiedade e TPM - Massageie a sola na região central dos pés até chegar aos dedos.
(Com informações tiradas daqui)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Eu não tô fazendo nada, você também...
Imagem:
Craig Hauger/Stock.xchng
Craig Hauger/Stock.xchngRecentemente, tive um pequeno problema no computador de casa. Uma queda de energia à toa, que nem chegou a apagar as luzes totalmente, fez com que meu PC "desmaiasse" para não mais retornar, não importando os esforços desta workaholic desesperada. Seguiram-se duas semanas sem máquina em casa e, por consequência, sem a chance de fazer trabalhos extras à noite e sem acesso à internet depois do expediente.
Os primeiros dias foram um tanto caóticos: correria pra fazer tudo no trabalho, inclusive resolver problemas pessoais que tivessem a ver com o computador, ou então idas a cybercafés no horário da janta para resolver pendências ficadas para trás. Amigos solidários chegaram a oferecer notebooks para suprir a ausência do ente querido, digo, do computador pessoal, enquanto o mesmo estivesse na "enfermaria". E uma quase adicta tendo que se adaptar à nova realidade, com os dramas de ficar incomunicável durante um período indeterminado de tempo.
Porém, passados os ajustes iniciais, uma alteração em minha rotina começou a se estabelecer. A primeira coisa foi a definição de prioridades - não dava para ficar pagando cybers todos os dias pra responder a emails não-urgentes. Depois, a incrível percepção de que havia mais tempo para fazer coisas extra-tela. Comecei a fazer compras de supermercado menos corridas, pensando em refeições que agora eu teria mais tempo para preparar. Retomei a leitura de alguns livros. Dei-me o prazer, perdido há tempos, de me esticar no sofá, ligar a televisão e fazer o scandisc mental por uma hora que fosse, menos preocupada com a lista de coisas a fazer do que com o simples prazer de estar ali, curtindo a minha própria casa - um lugar que, na correria do dia a dia, acaba virando mais um QG para comer-dormir-trabalhar do que um lar de fato.
Apesar dos pequenos exageros, não me considero uma viciada em computador ou internet, tampouco uma louca por trabalho. Mas, até pela facilidade que nos oferecem as ferramentas tecnológicas de hoje, achamos que temos a capacidade de assumir um número cada vez maior de pequenas-tarefas-resolvidas-em-cinco-minutos que, no final das contas, acabam nos ocupando todos os dias até tarde da noite, sem que tenhamos tempo de fazer simplesmente mais nada.
E foi pensando nesse "nada", que às vezes é tudo que nos falta para reequilibrar o ânimo, que me lembrei de um movimento internacional dedicado exatamente a essa prática: de fazer nada. Apesar de exótica à primeira vista (as coisas simples e fundamentais, hoje em dia, chegam a parecer exóticas...), penso que lembra muito a prática de alguns tipos de meditação, em que você simplesmente deixa sua mente fluir, sem se focar em nenhum pensamento, antes de iniciar o processo de "esvaziamento" para outros níveis mais avançados de concentração. No fundo, todos tratam de princípio semelhante: passar um tempo consigo mesmo em busca do equilíbrio para, mais tarde, continuar a desempenhar as tarefas e responder às pressões do cotidiano.
Não é apenas se sentando ou se deitando imóvel que se consegue esse estado meditativo. Atividades cotidianas que exijam certo grau de abstração, como tomar banho, caminhar e até lavar louça, podem ser palco para atingir esse estado e cultivá-lo. Para consegui-lo, vale a pena prestar atenção na própria respiração e focar o pensamento, por exemplo, nas sensações que o ambiente provoca - sons, a textura do solo, a água sobre a pele, o vento ou ausência dele, a temperatura do lugar. São exercícios simples que, transformados em rotina, podem ajudar muito a relaxar a mente e aumentar a capacidade de concentração para o trabalho e até mesmo para o descanso e o sono (trazendo ganhos comprovados para a saúde).
Para complementar, 5 ou 10 minutos por dia podem ser preciosos para aquela atividade que se adora fazer, mas não encontra oportunidade há meses: ouvir música, ler um livro, ligar para um amigo, caminhar por algum lugar de que goste, brincar mais com o filho, sobrinho, levar o cachorro pra passear.
A gente costuma encontrar tempo para trabalhos extras e até para grandes e elaboradas diversões, mas não para as "mini-férias" que podem nos revigorar no dia-a-dia. Não vale a pena esperar o computador (ou o cérebro) pifar para abrir uma brecha para si mesmo uma ou duas vezes por semana. :)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Atchim!
Todo inverno é a mesma coisa. A sinfonia de tosses, pigarros e os "não vou chegar perto, estou gripada" na hora de cumprimentar alguém. Esse 2009 trouxe a ingrata novidade da gripe suína para apavorar os ânimos e incluir as máscaras cirúrgicas na moda dos vagões do metrô e das ruas da cidade. Mas, antes mesmo da "novidade", a gripe já é incômodo bem conhecido de nossos dias e entardeceres (aquela horinha boa em que parece que tudo "tranca" nos narizes e gargantas). De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, as doenças respiratórias são responsáveis, por exemplo, por vitimar três vezes mais pessoas que os acidentes de trânsito em todo o mundo. No Brasil, nossa gripezinha comum causou mais de 27 mil internações na rede pública e mais de 700 vítimas fatais - além de um gasto de R$ 18 milhões em tratamentos dos doentes no ano passado. Aqui em São Paulo, já tem gente substituindo o tradicional beijinho no rosto pelo "Namastê" na hora de cumprimentar os outros (é sério).
E quando ela te pega, apesar das precauções, criativas ou não? A sabedoria popular diz que uma gripe bem tratada dura 7 dias; sem tratamento, uma semana. Pode até ser que não se consiga diminuir o tempo de duração, mas há medidas que se pode tomar para tornar o período menos pesado para quem a tem como companheira.
Tá frio, tá quente
A excelente Sonia Hirsch, em seu livro "Atchiiim!", nos dá uma dica interessante: para domar uma gripe, a primeira coisa a fazer é saber se ela é fria ou quente. Uma gripe "fria" faz a pessoa sentir... frio. A gripe "quente", por sua vez, provoca calores, sensação de secura e vem acompanhada de catarro grosso. O tratamento vai pelos opostos: gripe fria, comida quente - que ajudará a aquecer o organismo. É melhor dar preferência às sopinhas e alimentos cozidos do que a vegetais e frutas crus. Na gripe quente, deve-se abusar da água fresca e evitar comer assados ou fritos, preferindo caldos e canja.
Dicas eficazes em ambos os casos: chás de ervas e especiarias quentes; maçã, para "limpar" a garganta; mel, que ajuda a dissolver catarro; e dormir bem!
E a suína?
O grande problema é que ela se parece com uma gripe comum. A diferença, talvez, seja uma febre mais intensa - acima de 39 graus - dores musculares e dores nos pulmões. Esses sintomas, porém, variam de pessoa para pessoa, por isso é importante prestar atenção ao próprio corpo e saber o que seria, para ele, um comportamento fora dos padrões. Os sintomas "clássicos", como coriza e tosse, podem ser até mais leves do que os do resfriado comum. Porém, a evolução da doença é rápida e pode causar complicações sérias se não for rapidamente combatida.
Em todos os casos, vale o conselho: quem está doente deve procurar um médico. As medidas caseiras e tratamentos alternativos, como em qualquer doença, servem para trazer bem-estar, para ajudar a evitar que o quadro se torne mais agudo ou para prevenção quando a pessoa está saudável. Mas ao sinal de complicações, a parada obrigatória é no consultório ou no pronto-socorro.
E quando ela te pega, apesar das precauções, criativas ou não? A sabedoria popular diz que uma gripe bem tratada dura 7 dias; sem tratamento, uma semana. Pode até ser que não se consiga diminuir o tempo de duração, mas há medidas que se pode tomar para tornar o período menos pesado para quem a tem como companheira.
Tá frio, tá quente
A excelente Sonia Hirsch, em seu livro "Atchiiim!", nos dá uma dica interessante: para domar uma gripe, a primeira coisa a fazer é saber se ela é fria ou quente. Uma gripe "fria" faz a pessoa sentir... frio. A gripe "quente", por sua vez, provoca calores, sensação de secura e vem acompanhada de catarro grosso. O tratamento vai pelos opostos: gripe fria, comida quente - que ajudará a aquecer o organismo. É melhor dar preferência às sopinhas e alimentos cozidos do que a vegetais e frutas crus. Na gripe quente, deve-se abusar da água fresca e evitar comer assados ou fritos, preferindo caldos e canja.
Dicas eficazes em ambos os casos: chás de ervas e especiarias quentes; maçã, para "limpar" a garganta; mel, que ajuda a dissolver catarro; e dormir bem!
E a suína?
O grande problema é que ela se parece com uma gripe comum. A diferença, talvez, seja uma febre mais intensa - acima de 39 graus - dores musculares e dores nos pulmões. Esses sintomas, porém, variam de pessoa para pessoa, por isso é importante prestar atenção ao próprio corpo e saber o que seria, para ele, um comportamento fora dos padrões. Os sintomas "clássicos", como coriza e tosse, podem ser até mais leves do que os do resfriado comum. Porém, a evolução da doença é rápida e pode causar complicações sérias se não for rapidamente combatida.
Em todos os casos, vale o conselho: quem está doente deve procurar um médico. As medidas caseiras e tratamentos alternativos, como em qualquer doença, servem para trazer bem-estar, para ajudar a evitar que o quadro se torne mais agudo ou para prevenção quando a pessoa está saudável. Mas ao sinal de complicações, a parada obrigatória é no consultório ou no pronto-socorro.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Você pode comer? Então, passe na pele
Imagem: IzaS/Stock.xchng
Não, o título desse post não é uma alusão a "9 e 1/2 semanas de amor". :)
Nos meus estudos e xeretices sobre tratamentos alternativos, a professora Raquel surgiu com um conceito interessante, tirado da medicina ayurveda: "nunca passe na pele algo que você não possa comer". A idéia justifica o fato de a massagem ayruvédica, por exemplo, ser feita somente com óleos vegetais (que podem ser usados também na cozinha) e, no máximo, óleos essenciais com procedência mais do que certificada (mas esses convém não ingerir, please, sob pena de entrarmos em um tema pra lá de controverso nos campos da aromaterapia).
Mas voltando aos óleos e cremes, tanto a ayurveda como os aromaterapeutas concordam num ponto: óleos de procedência vegetal são infinitamente mais saudáveis e apropriados ao uso humano do que os de origem mineral - que, paradoxalmente, são matéria-prima da maioria dos cremes industrializados destinados a tratamentos de pele, e até de óleos para bebê! Embora um pouco mais difíceis de achar, o ideal é que se use sempre cremes de base vegetal - mais eficazes e amigáveis ao corpo por não obstruir os poros, deixando a pele respirar e facilitando a absorção do princípio ativo do produto. E, de quebra, muito mais gentis com o planeta também.
Lembrei dessa prosa toda ao ler uma matéria bem interessante publicada pela Revista Fator em julho último, comprovando a tese. Confiram alguns trechos... e comecem a reparar nas letras miúdas do creme que está no criado-mudo. :)
11/07/2009
Cosméticos com óleos vegetais: cuidado com a pele e respeito ao meio ambiente
A indústria cosmética acaba de engajar-se em mais uma importante iniciativa que promete excelentes resultados estéticos e cuidados especiais com o meio ambiente: a utilização de óleos vegetais em substituição aos de origem mineral. Juntamente com princípios ativos extraídos de fontes naturais e renováveis, os óleos e manteigas vegetais caracterizam a nova tendência de cosméticos ecologicamente corretos.
De acordo com a diretora de treinamentos da Buona Vita Cosméticos, a técnica em estética Isabel Luiza Piatti, o óleo mineral pode causar danos à pele, como o tamponamento dos poros que desencadeia ações comedogênica e acneica. Também obstrui as glândulas de excreção da pele, favorecendo disfunções da camada ácida do tecido. Derivadas do petróleo, estas substâncias repelem a água e impedem a absorção de outros ativos de base hídrica.
“Em contrapartida, por sua semelhança estrutural ao manto hidro lipídico da pele, os óleos vegetais reagem melhor com o tecido e permitem que tanto a água, como outros princípios ativos existentes nos cosméticos aplicados sejam bem absorvidos”, explica Isabel.
Extraídos principalmente das sementes de plantas e frutas, os óleos vegetais aumentam a proteção da pele contra a perda excessiva de líquidos, permitem a respiração cutânea e assimilam a luz solar. Também auxiliam o restabelecimento de peles rachadas e ressecadas, normalizando e reforçando a estrutura do tecido. Ao contrário dos óleos minerais, os de origem vegetal causam menos reações citotóxicas e alérgicas. Finalmente, possuem outra característica também muito importante: são biodegradáveis, não poluem e nem agridem o meio ambiente.
Para a técnica, os cosméticos à base de óleos vegetais representam grande avanço da indústria estética. “Nosso principal objetivo, agora, é conscientizar o público – tanto clientes finais como também profissionais de estética – sobre a importância de eliminar, definitivamente, o uso de cosméticos com óleos minerais e parafina. O consumidor não apenas pode, mas deve exigir sempre o melhor”.
Para a técnica, os cosméticos à base de óleos vegetais representam grande avanço da indústria estética. “Nosso principal objetivo, agora, é conscientizar o público – tanto clientes finais como também profissionais de estética – sobre a importância de eliminar, definitivamente, o uso de cosméticos com óleos minerais e parafina. O consumidor não apenas pode, mas deve exigir sempre o melhor”.
Óleos vegetais são mesmo biodegradáveis? - A resposta a esta pergunta é sim. Todos os óleos vegetais são biodegradáveis e podem levar até 28 dias para se decompor, sem agredir a natureza, conforme afirma o diretor técnico e industrial da Polytechno Indústrias Químicas, o engenheiro químico Joãosinho Angelo Di Domenico.
Mas então, por que o óleo de cozinha, por exemplo, não pode ser descartado no meio ambiente sem cuidados específicos? Segundo o engenheiro, o problema é o grande volume de óleo lançado diariamente nos ralos e tubulações. Durante o período necessário para o material se biodegradar, outros resíduos acabam se aglutinando ao óleo e prejudicando o meio ambiente. Quando chega aos rios ou mar, o óleo vegetal forma um filme na superfície e prejudica a oxigenação da água, comprometendo sua qualidade e a sobrevivência dos peixes e outros seres.
Os óleos presentes nos cosméticos, por sua vez, são lançados em quantidade muito pequena que não oferece riscos ao meio ambiente. “Quando aplicado na pele, grande parte do óleo é absorvida pelo tecido e processada pelas enzimas”, complementa Di Domenico.
É importante destacar, também, que algumas características distinguem os óleos vegetais entre si, de acordo com sua finalidade. E o engenheiro químico explica: “embora sejam quimicamente iguais, os processos de extração e refino dos óleos destinados aos cosméticos preservam elementos naturais da matéria-prima como vitaminas, fosfolipídios, antioxidantes, antiinflamatórios, entre outros”.
Tais substâncias favorecem a bioatividade da pele, hidratando o tecido, combatendo os radicais livres (causadores do envelhecimento cutâneo), ativando a regeneração celular e formando novas fibras de colágeno.
Para Isabel Luiza Piatti, a relação entre meio ambiente, beleza e bem-estar foi muito bem percebida pela indústria cosmética. “Os cosméticos ecologicamente corretos que respeitam a biodiversidade, com óleos vegetais e ativos orgânicos, representam o comportamento dos consumidores conscientes que, além de valorizar a questão estética, estão atentos às necessidades da natureza”, conclui.
Confira aqui a íntegra da matéria, que também traz a descrição e principais usos de alguns óleos essenciais.
Assinar:
Postagens (Atom)



