Hoje comemora-se o Dia Mundial da Água, este recurso natural que, ao contrário do que todos aprendemos na escola, não é tão renovável assim. A junção de oxigênio e hidrogênio que forma aproximadamente 70% de nosso corpo e 3/4 da superfície do planeta será, segundo estudiosos, um dos grandes motivos de preocupação em um futuro próximo - de acordo com estimativas da UNESCO, mais da metade da população mundial sofrerá com a falta de água já a partir de 2025. A imensidão de mares, rios e cachoeiras que povoam nosso imaginário e os cenários especialmente nacionais nos afasta da percepção de que apenas 2,5% da água disponível na Terra é, efetivamente, própria para consumo humano. Essa falsa sensação de fartura se reflete nas atitudes da população: só a região da Grande São Paulo, por exemplo, despediça aproximadamente 10 m3 de água por segundo, o que daria para abastecer cerca de 3 milhões de pessoas diariamente. O consumo desenfreado faz com que seja necessário desviar recursos hídricos no interior do Estado e também do sul do Estado de Minas Gerais - o que brevemente deve causar problemas também ao abastecimento dessas regiões.
Por isso, é bom pensar bem enquanto se mantém a torneira aberta ao escovar os dentes, durante banhos com duração de mais de 15 minutos ou quando se opta por lavar a calçada com um jato de água ao invés de usar a vassoura. São recomendações que todo mundo já cansou de ouvir, mas que tornam-se obrigações nos dias de hoje, enquanto ainda há água para poupar. É simples, não demora e fará enorme diferença.
Segue uma lista de links bacanas com informação sobre o tema do Dia de hoje. Boa leitura e boa mudança de hábitos! ;)
Informações sobre a oferta de recursos e o consumo atual no planeta
10 medidas simples para poupar água no dia-a-dia
"Fatos e fotos" sobre a água ao redor do mundo
segunda-feira, 22 de março de 2010
70% de você
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de março
Queen of Cups/Stephanie Piu-Mun LawA data é manjada e passível de várias discussões a respeito de sua pertinência, origem, distorções e interpretações. Ainda assim, achei que seria válido comentar o assunto por aqui... para além das manifestações cor-de-rosa ainda recorrentes ao dia, ou ao arquétipo de "mulher-polvo" que acabamos por incorporar atualmente, existe ainda uma porção de mistério muito particular na condição feminina - mistério esse que uma vida não é capaz de elucidar. Sintetizando as reflexões a respeito dessa vasta Missão, seguem algumas espirituosas palavras. E um feliz dia para todos e todas. :)
Aviso da lua que menstrua
Elisa Lucinda
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com essa gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera.
Cuidado com essa gente que gera.
Essa gente que metamorfoseia. Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar.
Mas é outro lugar: aí é que está.
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro
Transforma fato em elemento. A tudo refoga, ferve e frita.
Inda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou, é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga, é que estou falando na vera.
Conheço cada uma, além de ser uma delas...
Você que saiu da fresta dela.
Delicada força, quando voltar a ela:
Não vá sem ser convidado!
Ou sem os devidos cortejos... às vezes pela ponte de um beijo,
E já se alcança a cidade secreta. Atlântida perdida.
Outras vezes, várias medidas e mais se afasta dela.
Cuidado moço, por você ter uma cobra entre as pernas,
Cai na contradição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não menospreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano que se extraem filosofias.
Costurando, cozinhando. E você chega com a mão no bolso,
Julgando a arte do almoço... eca!
Você, que nem sabe onde está sua cueca!
Ah! Meu cão desejado,
Tão preocupado em rosnar, ladrar, latir...
Então esquece de morder devagar.
Esquece de saber curtir, dividir.
E, aí, se quer agredir, chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui.
O que é que você pode falar da vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. De leite.
Vaca e Galinha... ora, não ofende.
Enaltece, elogia.
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite.
Pensando que está xingando
Que está falando palavrão imundo...
Tá não homem.
Tá citando o início do mundo!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Reciclagem de lixo eletrônico aproveita até último parafuso
Um bom exemplo de solução para um problema que promete assolar cada vez mais nossas vidas...
No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.
“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.
Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).
Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.
Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.
Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)
Juliana Carpanez - UOL Tecnologia
Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.
“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.
Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).
Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.
Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Cabo de guarda-chuva
Não pensem que passei esse tempo todo sem escrever aqui por estar bebendo umas a mais. Apesar das correrias e surpresas incomuns para um início de ano, que me impediram de manter a freqüência, aqui estou de regresso citando um tema mui apropriado para o período pós-carnaval - medidas para curar ou contornar a ressaca, colecionadas pela amiga Paula. Já recebi alguns textos bem divertidos e até instrutivos sobre o assunto, mas nunca reproduzi aqui por não garantir sua veracidade clínica - antes pecar pela falta de informação do que pela informação duvidosa. ;)
De qualquer forma, o link acima fornece algumas dicas simples e eficazes para o day after. Durante a balada, outras medidas podem ajudar a diminuir o estrago no dia seguinte, se você lembrar: intercalar um copo de bebida não-alcoólica a dois de birita e procurar comer alguma coisa também nos intervalos, para não afogar seu estômago sem dó no lago etílico.
Aproveitem e boa folia, seja em que data for...
De qualquer forma, o link acima fornece algumas dicas simples e eficazes para o day after. Durante a balada, outras medidas podem ajudar a diminuir o estrago no dia seguinte, se você lembrar: intercalar um copo de bebida não-alcoólica a dois de birita e procurar comer alguma coisa também nos intervalos, para não afogar seu estômago sem dó no lago etílico.
Aproveitem e boa folia, seja em que data for...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Odôiá!
"Iemanjá quando dança corta o ar com uma espada. É um ato simbólico que conduz à individuação e separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.Rege também a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada ao elemento água, que promove os ciclos da vida, a expansão e o desenvolvimento.
É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional e também da força, determinação, amizade, fecundidade, procriação e da entrega.
Odôyabá! Odô Iyá! Iemanjá."
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Sustentável, se puder
Eric Ortner/Stock.schng Lá em casa, resolvemos aproveitar o início do ano para finalmente colocar em prática um dever antigo: separar o lixo e encaminhar cada categoria de resíduo para seu devido lugar. Sim, é incrível, mas nós nunca havíamos parado para implementar essa medida tão simples em casa. Que vergonha. É o que pensávamos. Até começarem as tentativas de organização para tanto. E foi um desfile de desafios: primeiro, a descoberta de que a coleta seletiva da Prefeitura só passa em nosso bairro em uma rua X, num horário meio indefinido, meio misterioso. E não tão perto de casa assim. A outra alternativa para facilitar o encaminhamento do lixo seria levá-lo - de carro - até uma grande rede de supermercados que realiza coleta seletiva, e que também não fica tão perto de casa. Depois, a falta de local para comprar as sacolas especiais exigidas pela coleta seletiva para identificar o lixo reciclável. Enquanto isso, os sacos de lixo se acumularam em casa durante alguns dias, até que não foi mais possível: tivemos que descer tudo e colocar na "vala comum" em frente ao prédio como todo mundo.
Parecem contratempos pequenos, mas são capazes de atrapalhar bem a vida de quem se propõe a manter um procedimento ambientalmente correto na hora de dispensar o lixo de casa. Um problema que deveria ser visto, no mínimo, com mais atenção por parte das instâncias responsáveis, já que em uma cidade como SP, que produz o monstruoso volume de 15 mil toneladas de lixo por dia - o maior da América do Sul - apenas 1% disso é reciclado.
Claro que há iniciativas louváveis para conter essa bola de detritos, como é mostrado aqui, mas ainda é incrivelmente pouco para as dimensões de uma cidade que ainda carece de conscientização não só da população, mas também de quem providencia infraestrutura para que se exerça a coleta seletiva. Enquanto isso, vamos buscando alternativas para fazer nossa parte. Quem sabe a separação rotineira do lixo seja uma meta cumprível para muitos, nós inclusive, até o final de 2010.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Feliz Ano Novo
Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu
.
Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
.
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu
.
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto big bang
Somos um grão de sal
No mar do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
A mesma idade
Que a idade do céu
(Jorge Drexler)
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