domingo, 25 de julho de 2010

Dia do Perdão Universal

Há muito tempo, li um texto de que já não lembro a fonte. Mas falava de um homem que, amargurado pelas tristezas e provas da vida, foi procurar um sábio em busca de paz.
Ao chegar ao destino, começou a desfiar na frente do sábio todos os seus infortúnios: a perda da esposa, a derrocada financeira, os filhos que o haviam decepcionado e abandonado. Todos, desastres que aconteceram sem maiores explicações, deixando-o sem nada daquilo que tinha batalhado para conquistar. Finalmente, ele tinha desistido de buscar novos horizontes. "Deus foi duro demais comigo", disse.
Ao que o sábio respondeu: "Sim, Deus foi duro com você. Mas você foi ainda mais duro que Ele".

No Dia do Perdão Universal (que assinala também o início do Novo Ano Maia), essa é uma boa lição na qual pensar. Deixemos de procurar a pessoa que, à nossa volta, precisa mais de nosso perdão: ela está mais perto do que pensamos. Tantas vezes desperdiçamos oportunidades por achar que não estamos preparados, que não devemos ou não podemos nos jogar para a vida. Por achar que não somos ou não fomos suficientemente bons para as bênçãos que nos são oferecidas.

Deixemos de nos recriminar pelo que poderíamos ter feito em determinado momento; fizemos daquela maneira porque é o melhor que poderíamos ter feito com aquilo de que dispúnhamos em nosso íntimo. Utilizemos as experiências do passado não como lembranças recriminadores de culpa, mas sim como lições libertadoras de aprendizado.
Deixemos de ter medo de viver algo belo, por achar que aquilo um dia acabará: estaremos desperdiçando o bem mais precioso, o único que realmente existe - o dia de Hoje.

Hoje, decido deixar para trás todo o peso, todos os pensamentos inúteis de sofrimento imaginário. Decido aceitar o outro sem expectativas, mas compreendendo que o que ele me oferece é o que de melhor ele pode oferecer no momento. E assim, procuro construir um Hoje e um Amanhã mais bonitos, baseados no que realmente existe e no que a vida, essa Deusa generosa, pode trazer - sem me encarcerar em expectativas falsas criadas por mim mesma.

Que possamos cultivar, sempre que possível, a filosofia do perdão interno e da generosidade.

E sigamos caminhando, com a leveza do vento. E que bons ventos nos tragam um belo Ano Novo!
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(Dia do Perdão Universal - 25/07/2007)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Espelho d'água


"E um homem disse: Fala-nos do Autoconhecimento.
E O Profeta respondeu, dizendo:
Vossos corações conhecem, em silêncio, os segredos dos dias e das noites.
Mas vossos ouvidos têm sede de ouvir o saber de vossos corações.
Desejais conhecer, em palavras, o que sempre soubestes em pensamento.
Desejais tocar, com vossos dedos, o corpo desnudo de vossos sonhos. E é bom que assim seja.
A fonte oculta de vossa alma precisa brotar e correr a murmurar até o mar;
E assim seria revelado aos vossos olhos o tesouro de vossas profundezas infinitas.
Mas que não haja medida para vosso tesouro desconhecido;
E não deveis sondar as profundezas de vosso conhecimento com cajado e bordão.
Pois o Eu é um oceano imensurável e sem fronteiras.
Não dizei: 'Encontrei a verdade', mas sim: 'Encontrei uma verdade'.
Não dizei: 'Encontrei o caminho da alma'. Dizei: 'Encontrei a alma enquanto seguia meu caminho'.
Pois a alma segue todos os caminhos.
A alma não caminha sobre uma linha, nem cresce como um junco.
A alma desdobra-se, como um lótus de inúmeras pétalas."
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(Gibran Kahlil Gibran)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como Nasceram as Estrelas

"Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.

Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.

Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho, porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.

— Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças.) Curumim dá sorte.

E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta — eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães, voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo, que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto.

Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio, porque os dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram, ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.

Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em gordas estrelas brilhantes.

Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.

E, como se sabe, 'sempre' não acaba nunca."

(Trecho do livro "Como Nasceram as Estrelas", em que Clarice Lispector conta de seu jeito todo especial 12 lendas brasileiras.)

Feliz Dia do Índio!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amanhã, apague as luzes!

Neste sábado, das 20h30 às 21h30, o mundo todo está convidado a demonstrar coletivamente seu apoio às ações de combate ao aquecimento global. Em sua quarta edição, a Hora do Planeta pretende repetir o alerta de anos anteriores e mobilizar pessoas ao redor da Terra no aumento da consciência ambiental - neste ano, em ato especialmente simbólico após o fracasso das negociações da Cúpula do Clima realizada em Copenhague há três meses.

No ano passado, a adesão brasileira ao evento se traduziu no "apagão" proposital de 113 cidades, incluindo 13 capitais e diversos cartões postais do país, como o Cristo Redentor, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas. Quem sabe neste ano o movimento seja ainda maior, servindo para despertar a reflexão sobre várias pequenas atitudes do cotidiano e, de quebra, produzindo efeitos visuais tão belos como os do ano passado - alguns deles publicados neste site, que traz imagens de vários locais famosos durante a Hora do Planeta 2009. Clicando sobre as fotos, dá para ver como cada lugar "mudou de fachada" durante os 60 minutos que caracterizaram o movimento. Vale a pena ver... e se inspirar!

segunda-feira, 22 de março de 2010

70% de você

ArtMast/Stock Photos


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Água, este recurso natural que, ao contrário do que todos aprendemos na escola, não é tão renovável assim. A junção de oxigênio e hidrogênio que forma aproximadamente 70% de nosso corpo e 3/4 da superfície do planeta será, segundo estudiosos, um dos grandes motivos de preocupação em um futuro próximo - de acordo com estimativas da UNESCO, mais da metade da população mundial sofrerá com a falta de água já a partir de 2025. A imensidão de mares, rios e cachoeiras que povoam nosso imaginário e os cenários especialmente nacionais nos afasta da percepção de que apenas 2,5% da água disponível na Terra é, efetivamente, própria para consumo humano. Essa falsa sensação de fartura se reflete nas atitudes da população: só a região da Grande São Paulo, por exemplo, despediça aproximadamente 10 m3 de água por segundo, o que daria para abastecer cerca de 3 milhões de pessoas diariamente. O consumo desenfreado faz com que seja necessário desviar recursos hídricos no interior do Estado e também do sul do Estado de Minas Gerais - o que brevemente deve causar problemas também ao abastecimento dessas regiões.

Por isso, é bom pensar bem enquanto se mantém a torneira aberta ao escovar os dentes, durante banhos com duração de mais de 15 minutos ou quando se opta por lavar a calçada com um jato de água ao invés de usar a vassoura. São recomendações que todo mundo já cansou de ouvir, mas que tornam-se obrigações nos dias de hoje, enquanto ainda há água para poupar. É simples, não demora e fará enorme diferença.

Segue uma lista de links bacanas com informação sobre o tema do Dia de hoje. Boa leitura e boa mudança de hábitos! ;)

Informações sobre a oferta de recursos e o consumo atual no planeta

10 medidas simples para poupar água no dia-a-dia

"Fatos e fotos" sobre a água ao redor do mundo

Consumo consciente: atuando além de fechar as torneiras

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março

Queen of Cups/Stephanie Piu-Mun Law

A data é manjada e passível de várias discussões a respeito de sua pertinência, origem, distorções e interpretações. Ainda assim, achei que seria válido comentar o assunto por aqui... para além das manifestações cor-de-rosa ainda recorrentes ao dia, ou ao arquétipo de "mulher-polvo" que acabamos por incorporar atualmente, existe ainda uma porção de mistério muito particular na condição feminina - mistério esse que uma vida não é capaz de elucidar. Sintetizando as reflexões a respeito dessa vasta Missão, seguem algumas espirituosas palavras. E um feliz dia para todos e todas. :)

Aviso da lua que menstrua
Elisa Lucinda

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com essa gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera.
Cuidado com essa gente que gera.
Essa gente que metamorfoseia. Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar.
Mas é outro lugar: aí é que está.
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro
Transforma fato em elemento. A tudo refoga, ferve e frita.
Inda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou, é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga, é que estou falando na vera.
Conheço cada uma, além de ser uma delas...
Você que saiu da fresta dela.
Delicada força, quando voltar a ela:
Não vá sem ser convidado!
Ou sem os devidos cortejos... às vezes pela ponte de um beijo,
E já se alcança a cidade secreta. Atlântida perdida.
Outras vezes, várias medidas e mais se afasta dela.
Cuidado moço, por você ter uma cobra entre as pernas,
Cai na contradição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não menospreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano que se extraem filosofias.
Costurando, cozinhando. E você chega com a mão no bolso,
Julgando a arte do almoço... eca!
Você, que nem sabe onde está sua cueca!
Ah! Meu cão desejado,
Tão preocupado em rosnar, ladrar, latir...
Então esquece de morder devagar.
Esquece de saber curtir, dividir.
E, aí, se quer agredir, chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui.
O que é que você pode falar da vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. De leite.
Vaca e Galinha... ora, não ofende.
Enaltece, elogia.
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite.
Pensando que está xingando
Que está falando palavrão imundo...
Tá não homem.
Tá citando o início do mundo!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Reciclagem de lixo eletrônico aproveita até último parafuso

Um bom exemplo de solução para um problema que promete assolar cada vez mais nossas vidas...

Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)

Juliana Carpanez - UOL Tecnologia

Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.

No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.

Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.

No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."

Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.

Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.

5 toneladas, R$ 1.200

A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.

“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema", explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. "A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.

Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados).

Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.

Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles já metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cabo de guarda-chuva

Não pensem que passei esse tempo todo sem escrever aqui por estar bebendo umas a mais. Apesar das correrias e surpresas incomuns para um início de ano, que me impediram de manter a freqüência, aqui estou de regresso citando um tema mui apropriado para o período pós-carnaval - medidas para curar ou contornar a ressaca, colecionadas pela amiga Paula. Já recebi alguns textos bem divertidos e até instrutivos sobre o assunto, mas nunca reproduzi aqui por não garantir sua veracidade clínica - antes pecar pela falta de informação do que pela informação duvidosa. ;)

De qualquer forma, o link acima fornece algumas dicas simples e eficazes para o day after. Durante a balada, outras medidas podem ajudar a diminuir o estrago no dia seguinte, se você lembrar: intercalar um copo de bebida não-alcoólica a dois de birita e procurar comer alguma coisa também nos intervalos, para não afogar seu estômago sem dó no lago etílico.

Aproveitem e boa folia, seja em que data for...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odôiá!

"Iemanjá quando dança corta o ar com uma espada. É um ato simbólico que conduz à individuação e separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.

Rege também a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada ao elemento água, que promove os ciclos da vida, a expansão e o desenvolvimento.

É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional e também da força, determinação, amizade, fecundidade, procriação e da entrega.

Odôyabá! Odô Iyá! Iemanjá."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sustentável, se puder

Eric Ortner/Stock.schng

Lá em casa, resolvemos aproveitar o início do ano para finalmente colocar em prática um dever antigo: separar o lixo e encaminhar cada categoria de resíduo para seu devido lugar. Sim, é incrível, mas nós nunca havíamos parado para implementar essa medida tão simples em casa. Que vergonha. É o que pensávamos. Até começarem as tentativas de organização para tanto. E foi um desfile de desafios: primeiro, a descoberta de que a coleta seletiva da Prefeitura só passa em nosso bairro em uma rua X, num horário meio indefinido, meio misterioso. E não tão perto de casa assim. A outra alternativa para facilitar o encaminhamento do lixo seria levá-lo - de carro - até uma grande rede de supermercados que realiza coleta seletiva, e que também não fica tão perto de casa. Depois, a falta de local para comprar as sacolas especiais exigidas pela coleta seletiva para identificar o lixo reciclável. Enquanto isso, os sacos de lixo se acumularam em casa durante alguns dias, até que não foi mais possível: tivemos que descer tudo e colocar na "vala comum" em frente ao prédio como todo mundo.

Parecem contratempos pequenos, mas são capazes de atrapalhar bem a vida de quem se propõe a manter um procedimento ambientalmente correto na hora de dispensar o lixo de casa. Um problema que deveria ser visto, no mínimo, com mais atenção por parte das instâncias responsáveis, já que em uma cidade como SP, que produz o monstruoso volume de 15 mil toneladas de lixo por dia - o maior da América do Sul - apenas 1% disso é reciclado.

Claro que há iniciativas louváveis para conter essa bola de detritos, como é mostrado aqui, mas ainda é incrivelmente pouco para as dimensões de uma cidade que ainda carece de conscientização não só da população, mas também de quem providencia infraestrutura para que se exerça a coleta seletiva. Enquanto isso, vamos buscando alternativas para fazer nossa parte. Quem sabe a separação rotineira do lixo seja uma meta cumprível para muitos, nós inclusive, até o final de 2010.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo

Imagem: Stock.xchng


Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu
.
Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
.
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu
.
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto big bang
Somos um grão de sal
No mar do céu
.
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
.
A mesma idade
Que a idade do céu
(Jorge Drexler)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal Africano

Imagem: Bruno Sersocima/Stock.xchng

Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz... Mas é Natal.


Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.

Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.

Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.

Cabral do Nascimento

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quer viver muito? Pergunte-lhes como

Pablo Castro/Stock.xchng

.
Um novo estudo sugere que beber moderadamente pode ser uma das chaves para uma vida mais longa, além de reunir outras dicas de algumas das pessoas mais idosas do mundo. Confira algumas das dicas para uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz, de acordo com as pessoas que sabem do que estão falando!

Na ilha grega de Ikaria, que tem a maior proporção de pessoas acima de 90 anos em todo o mundo, as pessoas têm um hábito de beber um chá de ervas. A bebida, que é consumida várias vezes por dia, contém uma grande variedade de ervas desidratadas, como hortelã-brava, alecrim, sálvia roxa e asplênio.

Devido ao cenário montanhoso da ilha e à falta de opções de transporte, as pessoas têm que se manter ativas durante toda a vida, fazendo exercícios físicos até depois dos 80 ou 90 anos. A alimentação da ilha contém muito azeite de oliva, frutas e vegetais, além de pouquíssimas quantidades de alimentos processados ou industrializados.

Na ilha japonesa de Okinawa, é comum encontrar velhinhos com mais de 80 anos completamente saudáveis. Pesquisadores acreditam que isso se deve, em parte, à maneira com que a população da ilha se alimenta, raramente comendo demais e geralmente parando a refeição pouco antes de se sentirem saciados. A dieta dos locais se baseia em grãos, peixes e vegetais, e eles costumam ficar longe de carne, ovos e laticínios.

Já na Sardenha, na Itália, existe um enorme número de centenários. Lá, os habitantes têm o costume de beber vinho, que é muito rico em polifenóis e antioxidantes, que ajudam a impedir o envelhecimento. No Vale de Hunza, no Paquistão, as pessoas geralmente vivem mais de 90 anos. Os pesquisadores creditam esta longevidade à dieta de frutas, grãos e vegetais da população do local. Muitos dos alimentos são consumidos crus, e eles comem grandes quantidades de damascos, cerejas, uvas, ameixas e pêssegos.

Na região sul do Equador, no Vilcambamba, muitas pessoas passam dos cem anos de idade com boa saúde. Acredita-se que esta saúde se deve ao consumo da água mineral natural da região, que é completamente livre de impurezas.

Nos Estados Unidos, uma comunidade de Adventistas da Califórnia, tem uma média de vida de cerca de 5 a dez anos mais longa que os outros cidadãos da cidade. Pesquisadores acreditam que isso acontece porque estas pessoas não bebem nem fumam, e seguem uma dieta vegetariana. Além destas dicas reunidas por todo o mundo, outras pesquisas sugerem que a longevidade sempre é ligada a baixos níveis de estresse e ansiedade.

[Telegraph]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ecológico também na embalagem

Foto: Lilian Nakashima

Um post sobre os significados "extra-classe" das festas de final de ano renderia muito por aqui (com fé, quem sabe consigo escrevê-lo até o final de dezembro... rs). Mas, por enquanto, passo para deixar uma dica muito charmosa para dar (mais) um toque Eco às comilanças e gastanças do período: uma tradição vinda do japão e encampada com muita propriedade pela amiga Lili, jornalista multimídia e quituteira de mão cheia. Para embalar as delícias que ela prepara neste Natal, importou o Furoshiki, que substitui com vantagens as embalagens de presente tradicionais. Além de muito bonitas, podem ser reaproveitadas depois e se tornarem, elas próprias, expressão de criatividade de quem presenteia.

Além do blog da Lili, linkado aí acima, outras idéias de Furoshiki - e um passo-a-passo de como fazer alguns - podem ser encontrados também aqui. Com isso, junto-me à corrente bloguística mundial em favor da embalagem... e quem sabe até o final do ano aprendo a fazer um bonitinho também. ;)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

E se fosse a sua casa?

Rápido e certeiro. :)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Melhor que comprimido

Willie Cloete/Stock.xchng

Chá de hortelã é eficiente como uma Aspirina, descobrem cientistas

A hortelã-brava já era receitada por curandeiros brasileiros há muito tempo, para curar gripes, dores de cabeça e de estômago e várias outras doenças, mas só agora cientistas passaram a ver os efeitos reais da Hyptis crenata. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, provaram cientificamente que a crença na planta estava completamente correta.

Os pesquisadores viajaram ao Brasil para analisar exatamente como a planta é preparada e consumida tradicionalmente. O método mais comum é feito fervendo as folhas secas da planta durante 30 minutos, e esperar que o chá esfrie antes de bebê-lo.

O estudo mostrou que, quando a hortelã é tomada nas doses prescritas pelos curandeiros, ela é tão eficiente para aliviar a dor quanto um medicamento semelhante à aspirina, chamado de indometacina. Os pesquisadores planejam realizar testes clínicos para descobrir a eficácia do chá contra as dores.

Graciela Rocha, que participou do estudo, lembra que as plantas são buscadas como fonte para a cura de doenças desde os primeiros humanos, e que estimativas mostram que mais de 50 mil plantas são usadas em todo o mundo com propósitos medicinais.

Além do uso tradicional, mais da metade dos medicamentos são baseados em moléculas encontradas naturalmente em plantas”, aponta. “O que fizemos foi pegar uma planta que é usada com segurança para tratar a dor e provamos cientificamente que ela funciona tão bem quanto algumas drogas sintéticas”, completa a pesquisadora.

Graciela, que é brasileira e lembra de ter recebido o chá para curar doenças durante a infância, afirma que o próximo passo do estudo é analisar como e por quê a planta funciona. A pesquisadora lembra que a hortelã-brava tem um gosto mais parecido com a sálvia do que com qualquer outra planta da família da hortelã tradicional. “Não é tão bom, realmente, mas medicamentos não precisam ser gostosos, não é mesmo?”, questiona a pesquisadora.

[BBC]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A palavra

Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.

Que resumiria o mundo
e o substituiria.

Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.

(Drummond)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Feita para os presentes tempos

"Estou só observando e percebendo como existem coisas das quais não preciso para ser feliz."

(Sócrates, ao passear pelo mercado de Atenas)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma ilha muito além da fantasia

Tranebjerg, Dinamarca - Na ilha dinamarquesa de Samsø, exemplo excepcional de autossuficiência energética, até o leite de vaca ajuda a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. Samsø, com apenas 114 quilômetros quadrados habitados por pouco mais de quatro mil pessoas, fica na Baía de Kattegat, no Mar do Norte, cerca de 120 quilômetros a oeste de Copenhague. Sua merecida reputação se deve ao fato de gerar toda a energia que consome por meio de turbinas eólicas e painéis solares.

Desde que, em 1997, Samsø ganhou uma competição nacional para ser comunidade-protótipo no uso de fontes de energia renováveis, os samsingers – como se chamam seus habitantes – revolucionaram todos os aspectos de sua vida cotidiana para contribuir com a eficiência ambiental. Esta busca é tal que até mesmo a produção de leite de vaca é parte do sistema de aproveitamento energético. No momento da ordenha, o leite tem temperatura de aproximadamente 38 graus e deve ser esfriado imediatamente até três graus. Alguns produtores de Samsø acoplaram ao tanque coletor um mecanismo de transferência de temperatura para impedir que esse calor se dissipe no ar, o que permite usá-lo na calefação de suas casas.

Apesar de toda a engenhosidade, os pecuaristas ainda não encontraram solução para o metano e outros gases de efeito estufa gerados pela digestão bovina. Mas estudam o sistema aplicado em uma fazenda modelo da península de Jutlandia, que recicla os gases e dejetos da criação de porcos, que são usados como fonte de energia e fertilizante para cultivar tomates. Apesar de a transferência de calor do leite de vaca para a calefação doméstica ser um componente marginal do sistema de geração energética da comunidade de Samsø, ela ilustra os esforços da ilha para melhorar seu equilíbrio com a natureza.

A parte principal do sistema são 11 turbinas de vento, que geram uma média de 28 mil megawatts anuais, suficientes para fornecer eletricidade a toda a comunidade, alimentar todo o serviço de transporte coletivo da ilha e inclusive gerar excedente de 10% para vender a outras regiões dinamarquesas. Os benefícios econômicos dessa venda são reinvestidos no sistema local de energia renovável. Isso não significa que os samsingers tenham aposentado os automóveis e outros meios de transporte tradicionais. Por exemplo, as três barcas que fazem a ligação da ilha com terra firme consomem nove mil litros de petróleo por dia. Mesmo assim, Samsø vende mais energia limpa ao continente do que compra na forma de combustíveis fósseis.

A comunidade está disposta a experimentar os veículos elétricos. “As distâncias aqui são muito curtas, inferiores a 50 quilômetros”, disse ao Terramérica Søren Hermansen, diretor da Academia de Energia da ilha e pioneiro da revolução ambiental local. “Se a bateria de um automóvel elétrico pode acumular energia para, digamos, 120 quilômetros, então se converte em um acumulador, que nos permitiria não vender nossa energia limpa e utilizá-la aqui”, afirmou. Os agricultores adaptaram os motores de tratores e outros veículos para que consumam etanol ou outros combustíveis destilados da vegetação nativa, como a colza.

Samsø dispõe também de quatro geradores movidos a combustão de palha, abundante no território. Os geradores são duais: produzem calor e eletricidade, o que ajuda a aumentar sua eficiência. Em muitas casas foram instalados painéis solares, calefação geotérmica e caldeiras alimentadas com biomassa ou madeira tratada para eliminar as emissões de carbono. Ao uso de energia renovável, é acrescentada a vontade dos samsingers de reduzir seu consumo elétrico. Jytte Nauntoft, proprietária de uma loja de aparelhos elétricos em Tranebjerg, a cidade mais importante da ilha, disse ao Terramérica que todas as casas possuem o equipamento necessário para a vida cotidiana, desde refrigeradores e lavadoras até televisores. “Porém, como a eletricidade é muito cara, as pessoas aqui compram os modelos mais básicos e mais eficientes”, explicou.

Este complexo sistema de geração e de ganhos de eficiência fez a ilha deixar de ser totalmente dependente do petróleo e do carvão em 1997, início do experimento, para ser energeticamente autossuficiente em 2003, utilizando apenas recursos renováveis. Desde 2007, tampouco emite gases de efeito estufa. A certificação do balanço energético esteve a cargo da estatal agência dinamarquesa de energia e da consultoria Planenergi, coautoras da avaliação de 2007. Esses êxitos são analisados de acordo com a densidade energética, que mede a quantidade de energia ideal a ser gerada por unidade de área. Para o caso de Samsø, esta densidade deve ser de, pelo menos, dois watts por metro quadrado. “Samsø alcançou esta densidade no final de 2008”, disse Hermansen ao Terramérica.

O sucesso da experiência é tal que a ilha é frequentemente visitada por funcionários de governos estrangeiros, especialistas ambientais, jornalistas e estudantes de todo o mundo. Assim, chegou um grupo de visitantes da Organização Global de Legisladores para o Equilíbrio Ambiental (Globe), que se reuniu, nos dias 24 e 25 do mês passado, em Copenhague, para reforçar o impulso político a um tratado climático que se espera seja alcançado em dezembro, também na capital da Dinamarca. Do encontro da Globe participaram parlamentares do Grupo dos Oito países mais poderosos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) e as nações emergentes Brasil, China, Índia, México, África do Sul, Austrália, Coréia do Sul e a anfitriã Dinamarca.

Hermansen disse ao Terramérica que, em recente visita a Samsø, o embaixador do Egito queixou-se de que a ilha é muito pequena para poder ser um exemplo mundial. “Quatro mil habitantes. Esta ilha representa menos do que três blocos de casas no Cairo”, disse o diplomata, ao que Hermansen respondeu: “O senhor não tem de revolucionar todo o sistema energético egípcio de imediato. Talvez devesse começar por reformar três blocos de casas no Cairo”. Além do sistema energético samginger, Hermansen também transformou o famoso lema ecológico “pensar globalmente, agir localmente”. O que “cada um de nós tem de fazer é pensar em termos ambientais locais e agir localmente. O resto se resolve por sinergia”, ressaltou.

Jörgen Tranberg, um dos produtores que utiliza o calor do leite de suas 150 vacas para aquecer sua casa, desenvolve a idéia de Hermansen. “Cada lugar tem suas particularidades. Como na Noruega há muitas cataratas, os noruegueses geram muita eletricidade com represas. Em Samsø sempre queimamos palha, que é abundante na ilha. Antes, era queimada ao ar livre. Hoje, a queima é feita em caldeiras altamente eficientes”, disse Tranberg ao Terramérica. O produtor considera necessário ver além do preço aparente dos combustíveis. “À primeira vista, os combustíveis mais baratos são petróleo e carvão. Mas ambos têm muitos custos ocultos, não expressos no preço de mercado”, acrescentou.

Um dos fatores que contribuiu para fazer de Samsø um sucesso é a participação dos moradores. Segundo Hermansen, quando o processo teve início, em 1997, ele já estava convencido de suas possibilidades. A chave, falou-se na época, era convencer a comunidade a participar economicamente da revolução. E funcionou. Hoje, os habitantes são proprietários privados das turbinas eólicas, dos painéis solares e do sistema de calefação comunitário de Samsø.

Imagem: Turbinas eólicas no Mar do Norte, vistas da ilha de Samsø (cortesia Academia de Energia de Samsø)

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS).
Fonte: Portal do Meio Ambiente

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lavô tá novo!

Hoje venho saudar (e indicar) um site especialíssimo criado pela querida amiga Paula, já experiente no mundo blogueiro, sempre com mui inspirados textos e idéias. Trata-se do Lavô tá novo!, nascido a partir de uma iniciativa muito legal que ela teve no ano passado, e que acabou se desdobrando em outros tipos de ações ligadas ao reaproveitamento de materiais (confira a história completa nos primeiros posts do blog).

Ali, além de contar como isso começou, ela dá dicas muito bacanas de como usar melhor as novas e velhas coisas que se acumulam em nossos armários. E, de quebra, intensificar a prática dos 3R na nossa vida diária. :)

Desde já, torna-se parada obrigatória e vai linkado por aqui. Inspirem-se!